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Christina Applegate diz que nunca teve esclerose múltipla e que voltou à estaca zero

A atriz de "Dead to Me" contou no próprio podcast que a médica descartou a doença diagnosticada em 2021. Os sintomas continuam, ela diz que piorou e ainda não sabe o que tem.

Por Redação F5 ao vivo
Christina Applegate na Comic Con de San Diego, em 2014
Christina Applegate na Comic Con de San Diego, em 2014 Foto: Gage Skidmore (CC BY-SA 2.0)

A atriz americana Christina Applegate, de 54 anos, revelou nesta terça-feira (20) que o diagnóstico de esclerose múltipla que recebeu em 2021 estava errado. A notícia saiu no MeSsy, o podcast que ela apresenta com a atriz Jamie-Lynn Sigler, que também convive com a doença, e o nome dela foi parar entre os assuntos mais buscados do Brasil.

Ela chorou ao contar a novidade. Em vez de alívio, disse que a informação a deixou sem rumo.

"Estou de volta à estaca zero."

Christina Applegate, atriz

Como o erro apareceu

Segundo o relato no podcast, a médica dela quis suspender por um tempo o tratamento por infusão para acompanhar as células B, um tipo de célula de defesa que o remédio derruba. Com a pausa, a contagem não mudou como era esperado, e isso abriu uma revisão completa do caso. No fim, a médica disse que ela nunca teve esclerose múltipla.

Na época do diagnóstico, Applegate fez punção na coluna e ressonâncias, e os exames mostraram lesões no cérebro. Foi com base nisso que a doença foi confirmada e anunciada por ela em agosto de 2021.

Os sintomas não foram embora

A atriz afirma que a descoberta não trouxe melhora. Ela continua com dormência, formigamento nos braços e nas pernas e falta de equilíbrio, faz fisioterapia três vezes por semana e ainda usa cadeira de rodas para ir às consultas. Disse também que sente ter piorado.

Os médicos vão começar na semana que vem uma nova investigação para descobrir o que causa os sintomas desde 2021. Ela contou ainda que se afastou do podcast nas últimas semanas para digerir a notícia e que sentiu ter decepcionado quem a acompanhava, já que ela e Sigler viraram vozes conhecidas de quem tem a doença.

Um erro mais comum do que parece

No episódio seguinte, a neurologista Marwa Kaisey, do hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, explicou que não existe um exame único que confirme a esclerose múltipla. O diagnóstico depende de descartar outras causas, e por isso o erro acontece com frequência. Segundo ela, quase uma em cada cinco pessoas que ouvem que têm a doença na verdade não têm.

A carreira

Applegate ficou famosa como a Kelly Bundy de "Um Amor de Família" e, nos últimos anos, protagonizou "Disque Amiga para Matar" (Dead to Me), da Netflix. Gravou a última temporada já com a doença, usando cadeira de rodas, e o roteiro foi adaptado aos sintomas dela. Em 2023, apareceu de bengala no Emmy e disse que poderia deixar de atuar diante das câmeras.

Análise F5 ao vivo

A história de Christina Applegate mexe com muita gente porque fala de uma dor comum: passar anos tratando uma doença e descobrir que o nome estava errado. Ela não ganhou uma cura. Ganhou uma pergunta sem resposta, e continua na cadeira de rodas.

O caso também serve de alerta. Esclerose múltipla não tem exame único, e a própria especialista ouvida no podcast admite que o erro é frequente. Para quem vive com sintomas parecidos, a lição é pedir segunda opinião e não parar o tratamento por conta própria: a revisão da atriz começou com acompanhamento médico, não com abandono do remédio.

Fontes: CNN Brasil, CBS News, Variety, Today. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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