Canal de Janones bate 5 milhões e Lula diz que vai entrar pelo celular de Janja
O Exército do Lula, no WhatsApp, passou da meta neste sábado (17). A promessa era Lula comprar um aparelho; ele já avisou que vai pegar o da primeira-dama emprestado.

O canal Exército do Lula, no WhatsApp, chegou a 5 milhões de seguidores neste sábado (17). O número era a meta que o deputado federal André Janones (Rede-MG), que administra o canal, tinha marcado para o presidente Lula comprar um celular e falar direto com os inscritos.
A conquista virou briga de hashtag no X. No fim da tarde, #Somos5MilhoesDeSoldadosDoLula e #LulaVaiTerQueComprarCelular estavam entre os assuntos mais comentados do Brasil, segundo o painel trends24.
Cresceu metade em menos de uma semana
O salto foi rápido. Pelos números reunidos pelo site Última Hora, o canal tinha cerca de 3,3 milhões de seguidores no domingo (11), foi a 4,2 milhões na terça (13), a 4,8 milhões na sexta (16) e passou dos 5 milhões neste sábado. É um crescimento de quase 50% em seis dias.
Nós somos 5 milhões de soldados no Exército do Lula
André Janones, deputado federal (Rede-MG)
A promessa do celular
A história começou com um vídeo de Janones ao lado de João Campos, presidente nacional do PSB, logo depois da aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. Ali o deputado disse que, com 5 milhões de pessoas no canal, Lula compraria um aparelho. Lula não tem celular próprio e costuma falar pelo telefone de quem está com ele.
Na quinta (15), Janones divulgou um vídeo com a resposta do presidente, em tom de brincadeira. Lula disse que não vai comprar nada.
Eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar
Lula, em vídeo divulgado por Janones
Até a noite deste sábado não havia registro de mensagem publicada pelo próprio Lula no canal.
Vai e volta no TSE
O canal passou a semana na Justiça Eleitoral. No dia 11, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mandou suspender o canal a pedido da campanha adversária, por suposta divulgação de conteúdo falso. No mesmo dia o corregedor, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal até o plenário julgar o caso.
No dia 13, Nunes Marques suspendeu de novo, agora porque o endereço do canal não tinha sido informado formalmente à Justiça Eleitoral. A campanha de Lula fez o registro e, na noite do dia 14, o ministro dispensou o prazo de 48 horas e mandou o WhatsApp devolver a comunidade inteira, com novas postagens e novas entradas. Segundo o Metrópoles, a área técnica do tribunal negou que o conteúdo fosse falso.
Na sexta (16), o TSE aprovou por unanimidade uma resolução com seis critérios para identificar canais ligados a campanhas. A coligação de Lula pediu que o Exército do Lula não seja tratado como canal oficial e pediu o mesmo para o canal Tropa do Flávio, do outro lado.
Análise F5 ao vivo
A suspensão é o que mais explica o número. O canal tinha pouco mais de 3 milhões quando o TSE mandou tirar do ar e ganhou cerca de 1 milhão logo depois. Quando a Justiça age em cima de um canal sem uma regra clara, o efeito costuma ser o contrário do pretendido: vira propaganda gratuita e motivo de mobilização.
O vai e volta também mostra um problema maior. Em quatro dias o mesmo canal foi suspenso, liberado, suspenso de novo e liberado de vez, por motivos diferentes a cada vez. Só depois disso o tribunal fixou critérios. Regra que chega depois da decisão deixa campanhas, plataformas e eleitores sem saber o que vale, e o art. 220 da Constituição pede cautela redobrada antes de calar qualquer canal de comunicação.
Quanto ao celular, a brincadeira cumpriu o papel de manter o assunto no topo das redes. Falta ver se a promessa vira mensagem de verdade no canal antes de 25 de outubro.
Fontes: Metrópoles, Última Hora, Estado de Minas, Jornal de Brasília / Folhapress, trends24 (X Brasil). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






