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Canal de Janones bate 5 milhões e Lula diz que vai entrar pelo celular de Janja

O Exército do Lula, no WhatsApp, passou da meta neste sábado (17). A promessa era Lula comprar um aparelho; ele já avisou que vai pegar o da primeira-dama emprestado.

Por Redação F5 ao vivo
Lula, de chapéu, em anúncio do programa Celular Seguro, em São Paulo
Lula (de chapéu) em anúncio do programa Celular Seguro, em São Paulo, em junho Foto: Lula Oficial (CC BY-SA 4.0)

O canal Exército do Lula, no WhatsApp, chegou a 5 milhões de seguidores neste sábado (17). O número era a meta que o deputado federal André Janones (Rede-MG), que administra o canal, tinha marcado para o presidente Lula comprar um celular e falar direto com os inscritos.

A conquista virou briga de hashtag no X. No fim da tarde, #Somos5MilhoesDeSoldadosDoLula e #LulaVaiTerQueComprarCelular estavam entre os assuntos mais comentados do Brasil, segundo o painel trends24.

Cresceu metade em menos de uma semana

O salto foi rápido. Pelos números reunidos pelo site Última Hora, o canal tinha cerca de 3,3 milhões de seguidores no domingo (11), foi a 4,2 milhões na terça (13), a 4,8 milhões na sexta (16) e passou dos 5 milhões neste sábado. É um crescimento de quase 50% em seis dias.

Nós somos 5 milhões de soldados no Exército do Lula

André Janones, deputado federal (Rede-MG)

A promessa do celular

A história começou com um vídeo de Janones ao lado de João Campos, presidente nacional do PSB, logo depois da aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. Ali o deputado disse que, com 5 milhões de pessoas no canal, Lula compraria um aparelho. Lula não tem celular próprio e costuma falar pelo telefone de quem está com ele.

Na quinta (15), Janones divulgou um vídeo com a resposta do presidente, em tom de brincadeira. Lula disse que não vai comprar nada.

Eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar

Lula, em vídeo divulgado por Janones

Até a noite deste sábado não havia registro de mensagem publicada pelo próprio Lula no canal.

Vai e volta no TSE

O canal passou a semana na Justiça Eleitoral. No dia 11, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mandou suspender o canal a pedido da campanha adversária, por suposta divulgação de conteúdo falso. No mesmo dia o corregedor, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal até o plenário julgar o caso.

No dia 13, Nunes Marques suspendeu de novo, agora porque o endereço do canal não tinha sido informado formalmente à Justiça Eleitoral. A campanha de Lula fez o registro e, na noite do dia 14, o ministro dispensou o prazo de 48 horas e mandou o WhatsApp devolver a comunidade inteira, com novas postagens e novas entradas. Segundo o Metrópoles, a área técnica do tribunal negou que o conteúdo fosse falso.

Na sexta (16), o TSE aprovou por unanimidade uma resolução com seis critérios para identificar canais ligados a campanhas. A coligação de Lula pediu que o Exército do Lula não seja tratado como canal oficial e pediu o mesmo para o canal Tropa do Flávio, do outro lado.

Análise F5 ao vivo

A suspensão é o que mais explica o número. O canal tinha pouco mais de 3 milhões quando o TSE mandou tirar do ar e ganhou cerca de 1 milhão logo depois. Quando a Justiça age em cima de um canal sem uma regra clara, o efeito costuma ser o contrário do pretendido: vira propaganda gratuita e motivo de mobilização.

O vai e volta também mostra um problema maior. Em quatro dias o mesmo canal foi suspenso, liberado, suspenso de novo e liberado de vez, por motivos diferentes a cada vez. Só depois disso o tribunal fixou critérios. Regra que chega depois da decisão deixa campanhas, plataformas e eleitores sem saber o que vale, e o art. 220 da Constituição pede cautela redobrada antes de calar qualquer canal de comunicação.

Quanto ao celular, a brincadeira cumpriu o papel de manter o assunto no topo das redes. Falta ver se a promessa vira mensagem de verdade no canal antes de 25 de outubro.

Fontes: Metrópoles, Última Hora, Estado de Minas, Jornal de Brasília / Folhapress, trends24 (X Brasil). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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