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Ao vivo Único voto contra o fim da 6x1, Mourão diz que esperava 10 senadores com ele
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Único voto contra o fim da 6x1, Mourão diz que esperava 10 senadores com ele

Senador gaúcho afirma que não negocia convicções, cita a produtividade do trabalhador e prevê inflação e desemprego. A PEC tem sessão de promulgação marcada para esta sexta.

Por Redação F5 ao vivo
Hamilton Mourão (Republicanos-RS) discursa na tribuna do Senado, em foto de arquivo de outubro de 2025
Hamilton Mourão (Republicanos-RS) discursa na tribuna do Senado, em foto de arquivo de outubro de 2025 Foto: Agência Senado (CC BY-SA 4.0)

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) virou um dos nomes mais comentados do país depois de ser o único a votar contra a PEC que acaba com a escala 6x1. No plenário do Senado, na quarta-feira (14), o placar foi de 75 votos a 1.

Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, na quinta-feira (15), Mourão disse que esperava companhia. Segundo o Poder360, ele contava com pelo menos 10 ou 12 colegas votando do mesmo lado.

“Eu não negocio as minhas convicções.”

Hamilton Mourão, senador (Republicanos-RS), à Rádio Gaúcha

Contra a orientação do próprio partido

O voto foi contra a orientação do Republicanos, que pediu à bancada apoio à proposta. Mourão chamou de "análise de risco" a decisão do PL de votar a favor diante da pressão popular e admitiu que o governo federal saiu ganhando com o tema. Três senadores do PL não votaram: Sergio Moro (PR), Marcio Bittar (AC) e Rogério Marinho (RN).

Na CCJ, em 2 de setembro, a votação tinha sido simbólica. Na ocasião, Mourão, Rogério Marinho, Jaime Bagattoli e Tereza Cristina pediram que a posição contrária fosse registrada. No plenário, só ele manteve o voto contra.

O argumento da produtividade

Em vídeo divulgado depois da votação, Mourão explicou o voto. Ele disse que todos querem melhores condições para o trabalhador, mas que antes o país precisa produzir mais por hora trabalhada. Para ele, o problema não está no brasileiro, e sim nas regras e nas condições de trabalho do país.

“Um brasileiro que trabalha nos Estados Unidos produz quatro vezes mais do que o brasileiro que trabalha no Brasil.”

Hamilton Mourão, em vídeo

O senador afirmou que a produtividade cresceu perto de 4% ao ano entre 1950 e 1980 e caiu para cerca de 0,1% ao ano nas décadas seguintes. Para o Rio Grande do Sul, ele estima perda de 5% do PIB, cerca de R$ 32 bilhões, e de 40 mil a 50 mil empregos, com bares, restaurantes, farmácias e serviços como os setores mais atingidos. As projeções são do senador.

O que muda com a PEC

  • A jornada máxima cai de 44 para 40 horas por semana, sem redução de salário.
  • O trabalhador passa a ter dois dias de folga por semana.
  • A transição é de 14 meses depois da promulgação.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para as 9h desta sexta-feira (16) a sessão solene do Congresso que promulga a PEC 221/2019, segundo a BandNews FM. Como o Senado manteve o texto aprovado pela Câmara, a proposta não precisa voltar aos deputados.

Análise F5 ao vivo

O placar de 75 a 1 diz mais sobre o calendário do que sobre o mérito. A PEC chegou ao plenário a dez dias do segundo turno, e quase nenhum senador quis aparecer contra uma medida popular. Mourão foi o único a sustentar em voto o que outros colegas já tinham dito na comissão.

O ponto que ele levanta merece resposta, e não só aplauso ou vaia. Reduzir jornada sem ganho de produtividade tende a virar custo, e custo costuma chegar ao preço final e ao emprego, sobretudo no comércio e nos serviços. Os números que ele cita são estimativas dele e precisam ser testados, mas a pergunta sobre quem paga a conta continua aberta.

Com a promulgação, o debate muda de fase. Os 14 meses de transição são o prazo para o governo e o Congresso mostrarem como o país vai produzir mais, e não apenas trabalhar menos.

Fontes: Poder360, CNN Brasil (vídeo), Itatiaia (vídeo de Mourão), BandNews FM, SBT News. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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