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Ao vivo Anvisa proíbe e manda apreender canetas de tirzepatida e retatrutida vendidas sem registro
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Anvisa proíbe e manda apreender canetas de tirzepatida e retatrutida vendidas sem registro

Resolução publicada hoje no Diário Oficial atinge lojas da internet como ZPHC Store, Zyntra Shop e Peptídeos do Brasil. O Mounjaro registrado não entra na proibição.

Por Redação F5 ao vivo
Caneta de Mounjaro, tirzepatida registrada da Eli Lilly
Caneta de Mounjaro, a tirzepatida registrada; a proibição atinge só as versões sem registro Foto: Raimond Spekking (CC BY-SA 4.0)

A Anvisa proibiu a venda, a propaganda e o uso de canetas e frascos de tirzepatida e retatrutida vendidos sem registro sanitário em sites brasileiros. A decisão saiu no Diário Oficial da União nesta quarta (14) e manda apreender os produtos.

O ato é a Resolução RE nº 4.035, assinada em 9 de outubro. Os itens listados não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados, vendidos nem usados.

Quem entrou na lista

A resolução cita lojas virtuais e marcas que anunciavam as substâncias como se fossem remédio pronto para uso:

  • ZPHC Store: Retatrutide 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg e Caneta Tirzepatide 75 mg.
  • Zyntra Shop: retatrutida, tirzepatida e o peptídeo Selank.
  • Peptídeos do Brasil: produtos de tirzepatida e retatrutida sem registro.
  • Oxygen KW Pharma Brasil: injetáveis como o Retagen 40 mg, de retatrutida, e peptídeos como BPC-157 e TB-500.
  • Liberty Pharma, de origem desconhecida: retatrutida, tirzepatida, NAD+ e GHK-Cu.

A mesma resolução também barrou kits de "desintoxicação" e "desparasitação", ouro e prata coloidal e um composto vendido como emagrecedor pela Cris Barden Naturopatia. Segundo a Anvisa, as promessas desses produtos são de remédio, e eles não têm registro, notificação nem cadastro.

Por que a retatrutida é mais grave

A Anvisa lembra que a retatrutida não tem registro em nenhum país do mundo. Ela ainda está em estudo, e o laboratório que a desenvolve não pediu aprovação nem no Brasil nem a outras agências. Ou seja: ninguém comprovou a qualidade, a segurança e a eficácia do que está sendo vendido nesses sites.

O que muda para quem usa

A proibição não vale para toda tirzepatida. Ela é o princípio ativo do Mounjaro, da Eli Lilly, registrado no Brasil para diabetes tipo 2 e obesidade e vendido com receita em farmácia. Quem usa o produto registrado segue o tratamento normalmente.

Quem comprou caneta ou frasco dessas lojas deve parar o uso e procurar um médico. A dica é conferir o nome do produto e o número de registro na consulta pública do site da Anvisa antes de comprar qualquer injetável.

Não é a primeira vez. Em janeiro, a agência já tinha proibido as chamadas "canetas do Paraguai", e no começo de outubro barrou outra leva de peptídeos vendidos como "para pesquisa" com indício de uso em gente.

Análise F5 ao vivo

A febre das canetas emagrecedoras criou um mercado paralelo que cresce mais rápido do que a fiscalização. Site sem farmácia por trás, frasco com dose de 120 mg e rótulo "para pesquisa" são sinais claros de que o produto não foi feito para chegar com segurança ao braço de ninguém.

O mais preocupante é a retatrutida. Ela nem terminou os testes no laboratório que a criou, e já tem gente aplicando em casa comprada pela internet. Quem paga barato por uma substância que nenhum órgão do mundo aprovou está fazendo o papel de cobaia, sem médico e sem garantia do que tem dentro da caneta.

Fontes: Poder360, Metrópoles, Olhar Digital. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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