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Ao vivo Netinho, voz de Milla e ícone do axé dos anos 90, morre aos 60 anos em Salvador
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Netinho, voz de Milla e ícone do axé dos anos 90, morre aos 60 anos em Salvador

O cantor baiano tratava um linfoma não Hodgkin que voltou em 2026. Por pedido dele, velório e cremação serão só para família e amigos próximos.

Por Redação F5 ao vivo
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Imagem ilustrativa.

O cantor Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador. A morte foi confirmada pela assessoria do artista nas redes sociais.

Ele estava internado no Hospital Aliança Star desde o fim de setembro. Segundo a equipe, o linfoma não Hodgkin do tipo B que ele tratava evoluiu para falência renal e disfunção de vários órgãos.

A doença

Netinho revelou o câncer no sistema linfático em março de 2025, depois de ser internado com dores nas pernas. Fez tratamento, passou por biópsias e foi contando aos fãs como estava. Em 2026 a doença voltou, e ele falou publicamente, emocionado, sobre a recidiva. Nos últimos meses foram várias internações.

Despedida fechada

Não haverá velório aberto ao público. A assessoria informou que a cerimônia e a cremação serão reservadas, só com familiares e amigos próximos, por desejo expresso do próprio cantor. A equipe pediu respeito à privacidade da família.

No comunicado, a assessoria divulgou uma mensagem deixada por ele:

Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei.

Netinho, em mensagem divulgada pela assessoria

Quem foi Netinho

Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. Começou na Banda Beijo e depois seguiu carreira solo, virando um dos nomes mais fortes do axé nos anos 1990, com músicas como Milla, Capricho dos Deuses e Menina. Foi presença constante no Carnaval de Salvador.

Fora do palco, era torcedor declarado do Bahia, que publicou uma despedida. Colegas como Gilmelândia e Bell Marques também homenagearam o cantor nas redes. Uma das últimas publicações dele foi uma frase de fé: Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

Análise F5 ao vivo

Netinho fez parte da trilha sonora de uma geração inteira. Milla tocou em festa de bairro, em casamento e em todo Carnaval dos anos 90, e até hoje basta o refrão começar para o salão cantar junto.

A forma como ele se despediu também diz muito. Falou da doença sem esconder nada, manteve a fé à vista de todos e pediu uma despedida simples, longe das câmeras. É um pedido que merece ser respeitado.

Fontes: Metrópoles, Alô Alô Bahia, Terra. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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