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TSE apura por que o programa de Flávio foi ao ar sem som e ainda não marcou a reexibição

Tribunal culpa falha no pool de emissoras; Abert diz que o arquivo chegou perfeito e a EBC nega responsabilidade. Ninguém assumiu o erro até agora.

Por Redação F5 ao vivo
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília Foto: Luiz Roberto/TSE (domínio público)

O Tribunal Superior Eleitoral mantém aberta a apuração sobre o programa de Flávio Bolsonaro (PL) que foi exibido sem áudio no horário eleitoral da TV na segunda-feira (12). A peça entrou no bloco das 13h com imagem e sem nenhum som. A propaganda de Lula (PT), exibida logo em seguida no mesmo bloco, saiu normal.

Até a manhã desta terça-feira (13), não havia data para a nova exibição do programa nem conclusão sobre quem errou.

O que o TSE diz

Em nota, o tribunal atribuiu o problema a uma falha técnica no Pool de Mídias, o grupo de emissoras que prepara e distribui a propaganda presidencial. Segundo o TSE, na finalização do bloco os áudios das duas campanhas não foram carregados. O erro teria sido percebido e corrigido a tempo apenas para o programa de Lula, que vinha depois.

O tribunal afirmou que o arquivo de Flávio já foi corrigido e que a peça será exibida de novo, dentro das regras do horário eleitoral. A Revista Oeste informou que a reexibição depende de pedido da campanha e que a equipe de Flávio já foi à Justiça Eleitoral para exigir a nova exibição.

Ninguém assume o erro

A Abert e a Astral, entidades das emissoras de rádio e TV, disseram que receberam o material do partido em perfeitas condições e que o problema ocorreu no processamento da mídia. A EBC, que distribui o sinal, negou responsabilidade, afirmou que não tem acesso aos arquivos das campanhas e disse que a operação da propaganda presidencial cabe ao pool organizado pela Abert.

A campanha de Flávio afirmou que o vídeo foi enviado com áudio e conferido antes da transmissão. Em vídeo nas redes, o candidato disse que nunca um programa presidencial tinha ido ao ar mudo e que não acredita em coincidência. Ele não apresentou prova de interferência.

Eles acham que vão calar minha voz.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência

O que está em jogo

Pelas regras do segundo turno, cada candidato tem cinco minutos por bloco no rádio e na TV, de segunda a sábado. O último dia de propaganda é 23 de outubro, dois dias antes da votação de 25 de outubro. Cada dia sem a reexibição reduz o efeito da reposição, porque a reta final da campanha é curta.

Análise F5 ao vivo

Falha técnica acontece. O que não pode acontecer é ela atingir só um dos dois candidatos e ficar sem dono. O TSE confirma que os dois áudios sumiram, mas só um foi consertado a tempo. Abert diz que o arquivo chegou perfeito, EBC diz que não mexe no arquivo, e o tribunal fala em falha do pool. Alguém errou, e o eleitor tem o direito de saber quem.

O horário eleitoral gratuito existe para garantir igualdade entre os candidatos, e o TSE é o responsável por ele. A Constituição manda a administração pública agir com publicidade e eficiência (art. 37) e garante a livre manifestação do pensamento (art. 5º, IV). Num segundo turno decidido em poucos dias, reexibir o programa sem data marcada não repara o dano. A reposição precisa ser imediata, no mesmo horário de audiência, e o laudo da apuração precisa ser público antes de 25 de outubro.

Fontes: CNN Brasil, Metrópoles, Poder360, Revista Oeste, CNN Brasil (emissoras). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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