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Aneel mantém bandeira verde e conta de luz segue sem taxa extra em novembro

É o segundo mês seguido sem cobrança adicional. A chuva voltou a encher os reservatórios das hidrelétricas, mas o setor ainda vê risco com o El Niño e com Itaipu em 2027.

Por Redação F5 ao vivo
Vertedouro da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR)
Vertedouro da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR) Foto: Zig Koch/MTur Destinos (domínio público)

A conta de luz de novembro chega sem cobrança extra. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (30) que a bandeira tarifária continua verde, e o assunto subiu para o topo das buscas no Google na manhã deste sábado.

É o segundo mês seguido nessa cor. A bandeira verde tinha voltado em outubro, depois de cinco meses de amarela, período em que cada 100 kWh consumidos custavam R$ 1,88 a mais na fatura.

Por que a bandeira ficou verde

Segundo a Aneel, o aumento das chuvas nas regiões onde ficam as principais hidrelétricas do país equilibrou os reservatórios. Com mais água, o sistema não precisa ligar tantas usinas termelétricas, que produzem uma energia mais cara.

não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado

Aneel, em nota

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) já previa bandeira verde a partir de outubro em todos os cinco cenários que tinha traçado. No ano passado, o atraso das chuvas levou à bandeira vermelha patamar 1 nesse mesmo período.

Quanto custa cada bandeira

  • Verde: sem acréscimo
  • Amarela: R$ 1,88 a cada 100 kWh
  • Vermelha patamar 1: R$ 4,46 a cada 100 kWh
  • Vermelha patamar 2: R$ 7,87 a cada 100 kWh

Verde não quer dizer conta menor

A bandeira só tira o adicional. O valor final ainda depende da tarifa de cada distribuidora e de quanto a casa gasta. Alan Henn, CEO da comercializadora Voltera, lembrou à Jovem Pan que a manutenção do verde não significa, necessariamente, redução na fatura.

O setor também segue de olho no clima. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) diz que a recuperação dos reservatórios ainda é insuficiente e pede cautela. Fred Menezes, diretor da Armor Energia, avalia que o risco do El Niño vem caindo, mas aponta o período de chuvas do começo de 2027 como decisivo para os preços do ano.

Outro ponto de atenção vem do Paraguai. A estatal paraguaia ANDE deve mudar a forma de calcular a carga a partir de janeiro, o que pode reduzir a energia de Itaipu disponível para o Brasil.

A bandeira de dezembro será anunciada pela Aneel no dia 27 de novembro.

Análise F5 ao vivo

Para quem paga a conta, a notícia é boa e simples: dois meses seguidos sem a taxa que pesou de maio a setembro. Numa casa que gasta 200 kWh por mês, a amarela representava cerca de R$ 3,76 a mais só de adicional, fora os impostos que incidem em cima.

O alívio, porém, depende da chuva, e não de nenhuma mudança na estrutura da tarifa. O verde de hoje pode virar amarelo em dezembro se o período úmido falhar, e a conversa sobre Itaipu mostra que o preço da energia no Brasil continua exposto a fatores que o consumidor não controla. Vale aproveitar o mês para conferir a tarifa da sua distribuidora e o próprio consumo.

Fontes: Agência Brasil, Jovem Pan, Gazeta do Povo. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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