Binance perde US$ 6,3 bilhões no maior roubo da história das criptomoedas
Ataque levou cerca de R$ 33,8 bilhões em uns 20 minutos. Empresas de rastreio apontam hackers da Coreia do Norte, e a Binance diz que vai cobrir as perdas dos clientes.

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque hacker que levou cerca de US$ 6,3 bilhões, perto de R$ 33,8 bilhões. É o maior roubo de criptomoedas já registrado, umas quatro vezes o golpe de US$ 1,5 bilhão contra a corretora Bybit em fevereiro de 2025.
O ataque aconteceu na noite de quinta-feira (29) e foi informado pela empresa na madrugada desta sexta (30). Segundo a TRM Labs, empresa que rastreia transações em blockchain, os invasores miraram carteiras da Binance em 10 redes diferentes e tiraram a maior parte do dinheiro em cerca de 20 minutos.
Como foi o ataque
A investigação inicial aponta que tudo começou pelo notebook de um engenheiro da Binance, que foi invadido. Esse acesso teria aberto caminho para saques não autorizados. A empresa diz ter achado outros pontos de violação além desse.
O co-CEO da Binance, Richard Teng, afirmou que o invasor não usou apenas as permissões do engenheiro e que não foi uma ação de um clique só, mas um processo mais complexo. Em nota, a empresa resumiu assim:
"Esse foi um ataque complexo."
Binance, em comunicado
Quem está por trás
A TRM Labs e a Chainalysis, outra empresa de análise de blockchain, atribuem o ataque a hackers da Coreia do Norte. A TRM liga o caso ao TraderTraitor, grupo norte-coreano também apontado pelo roubo à Bybit, que o FBI atribuiu ao regime de Pyongyang.
O que acontece com os clientes
A Binance suspendeu depósitos e saques de forma temporária, cortou a autorização do endereço atacado e avisou as autoridades. A empresa diz que o dinheiro dos usuários está seguro e que não há sinal de vazamento das chaves privadas das carteiras.
A corretora promete cobrir todas as perdas com o SAFU, fundo de emergência criado para esse tipo de caso, e com recursos próprios. Ela diz ter separado mais de US$ 6,34 bilhões: US$ 5 bilhões já estão nos tokens afetados, e o restante está sendo comprado no mercado.
Até agora, cerca de US$ 3 bilhões foram congelados com ajuda de parceiros, valor que ainda passa por verificação. A Binance avisa que a recuperação pode demorar, porque alguns dos tokens levados têm pouca liquidez.
Análise F5 ao vivo
Quem guarda cripto em corretora confia num cofre que não é seu. A Binance tem caixa para repor o rombo, e isso evita pânico agora. Mas o caso mostra que um único notebook invadido pode abrir a porta de bilhões, mesmo na maior empresa do setor.
Para quem tem saldo parado em corretora, a lição é velha e continua valendo: ativo que não precisa girar fica melhor numa carteira própria. E desconfie de qualquer mensagem prometendo "reembolso" ou "recuperação" do ataque: golpista adora surfar em notícia assim.
Fontes: Poder360, Metrópoles. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.




