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Diego Souza é suspenso por 360 dias por usar licença falsa de técnico no Joinville

O TJD-SC condenou o ex-atacante por unanimidade e aplicou multa de R$ 20 mil. Ele diz que caiu num golpe e a defesa vai recorrer.

Por Redação F5 ao vivo
Diego Souza em 2018, quando jogava pelo São Paulo; hoje ele é técnico do Joinville
Diego Souza em 2018, quando jogava pelo São Paulo; hoje ele é técnico do Joinville Foto: Renato Gizzi (CC BY 2.0)

O ex-atacante Diego Souza, hoje técnico do Joinville, foi condenado a 360 dias de suspensão pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC). O julgamento foi na terça-feira (3), e o motivo é o uso de uma licença de treinador considerada falsa para conseguir o registro na CBF. Além da suspensão, ele terá de pagar multa de R$ 20 mil.

A decisão saiu por unanimidade, por 3 votos a 0, segundo o Bahia Notícias. Como Diego já vinha cumprindo uma suspensão preventiva desde 23 de outubro, faltam 340 dias de pena. Ele tem 15 dias para pagar a multa.

Como o caso começou

O documento apresentado por Diego era atribuído à Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA). A entidade informou que não tem registro acadêmico do curso que aparece no diploma, que seria de dezembro de 2023. A Conmebol também disse que não há licença válida no nome dele.

Com isso, a CBF cancelou no início de outubro o registro de Diego no Boletim Informativo Diário (BID), a lista que habilita quem pode trabalhar nos jogos oficiais. A denúncia da Procuradoria usou o artigo 234, parágrafo 1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê de 180 a 720 dias de suspensão e multa de até R$ 100 mil.

O certificado, segundo o processo, chegou por meio do ex-jogador argentino Alejandro Mancuso, investigado por vender licenças irregulares de treinador.

O que diz Diego Souza

Diego nega que soubesse da fraude. No julgamento, contou que recebeu a proposta de Mancuso em 2023, quando ainda jogava pelo Grêmio, e acreditou que existia um caminho especial para ex-jogadores. Admitiu que não assistiu às aulas. "Me sinto até envergonhado por essa situação toda", disse ao tribunal. Ele afirma que procurou a CBF assim que soube das suspeitas.

A defesa vai recorrer primeiro ao Pleno do TJD-SC e, depois, ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

E o Joinville

Diego foi anunciado no Joinville em agosto, no começo da carreira de técnico. Durante a suspensão preventiva, seguiu nos treinos, mas não podia entrar nos estádios. O auxiliar Raphael Bahia comandou o time à beira do campo. No domingo (1º), Diego viu de um prédio vizinho ao estádio João Marcatto a vitória por 3 a 0 sobre o Metropolitano, que pôs o Joinville na semifinal da Copa Santa Catarina.

Análise F5 ao vivo

Diego Souza foi um dos atacantes mais marcantes do futebol brasileiro nas últimas duas décadas, e por isso o caso pesa. Mesmo que ele tenha sido enganado, ele mesmo admitiu que não fez o curso. Licença de técnico sem aula não existe, e um profissional com a experiência dele tinha como desconfiar.

O episódio também cobra dos clubes e da CBF. O Joinville pediu o registro com um papel que nenhuma entidade reconhece, e o problema só apareceu quando a investigação sobre as licenças vendidas veio à tona. Conferir a documentação de quem senta no banco precisa ser rotina, e não reação a escândalo.

Fontes: Bahia Notícias, Super Rádio Tupi, Metrópoles. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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