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PM prende em Morrinhos suspeito de atacar três igrejas católicas em Caldas Novas

Homem confessou ter quebrado portas, vidros, vitrais e uma imagem de santa e disse à polícia que é contra a Igreja Católica por ela venerar santos.

Por Redação F5 ao vivo
Fachada branca da Capela Divino Pai Eterno, em Caldas Novas, vista por trás de uma palmeira
Capela Divino Pai Eterno, em Caldas Novas (GO), em foto de arquivo de 2010 Foto: Andrevruas (CC BY 3.0)

A Polícia Militar de Goiás prendeu em Morrinhos, no Sul do estado, o homem suspeito de depredar três igrejas católicas na vizinha Caldas Novas. Os ataques foram na noite de sábado (17), e a prisão saiu no dia seguinte. Segundo a PM, ele confessou e foi levado à Polícia Civil de Caldas Novas.

As três igrejas atingidas

  • Capela São Lucas, no bairro Bandeirantes: porta de vidro e porta do salão quebradas.
  • Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no Mansões Águas Quentes: vidro da entrada principal e janelas danificados.
  • Paróquia Divino Pai Eterno, no Estância Itaguaí II: vitrais quebrados e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida atingida.

As duas capelas pertencem à Paróquia Nossa Senhora das Dores. Os prejuízos ainda não foram calculados.

Como foi a prisão

A Companhia de Policiamento Especializado (CPE) agiu com informações do serviço de inteligência do 36º Batalhão. Em patrulhamento pelo centro de Morrinhos, as equipes acharam um carro parecido com o descrito, um Chevrolet Zafira. O motorista tentou fugir, mas foi parado. O veículo foi apreendido.

De acordo com o comandante da CPE, capitão Dênio, o homem estava sob efeito de álcool e de substâncias psicoativas. Aos policiais, disse que fez os ataques por ser contra a Igreja Católica, por causa da veneração aos santos. O nome dele não foi divulgado, e a polícia não informou por qual crime ele vai responder.

O que dizem as paróquias

Em nota nas redes, a Paróquia Nossa Senhora das Dores disse que tudo indica um ataque orquestrado e pediu orações pela paz e pela justiça. A Paróquia Divino Pai Eterno lamentou a falta de respeito à fé, à comunidade e ao espaço sagrado, repudiou a intolerância religiosa e afirmou que vai tomar as medidas cabíveis pelas vias competentes.

Até agora a polícia fala em um único suspeito. A investigação da Polícia Civil é que vai dizer se mais alguém participou.

Análise F5 ao vivo

Quebrar a porta de uma capela de bairro não é protesto teológico. É crime contra a comunidade que reza ali, quase sempre gente simples que ajudou a pagar cada vidro e cada vitral. A Constituição garante a liberdade de crença e protege os locais de culto (art. 5º, VI), e o Código Penal pune quem perturba culto ou vilipendia objeto religioso (art. 208), além do dano ao patrimônio.

A resposta da PM foi rápida: menos de um dia entre o ataque e a prisão. Agora cabe à Polícia Civil apurar se o homem agiu sozinho, como sugere a abordagem, ou se a suspeita das paróquias de um ataque combinado tem fundamento. E a Justiça precisa tratar o caso com o peso que ele tem, sem banalizar o ataque a templo como simples vandalismo.

Fontes: Metrópoles, Metrópoles, Portal 6, O Popular. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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