PM prende em Morrinhos suspeito de atacar três igrejas católicas em Caldas Novas
Homem confessou ter quebrado portas, vidros, vitrais e uma imagem de santa e disse à polícia que é contra a Igreja Católica por ela venerar santos.

A Polícia Militar de Goiás prendeu em Morrinhos, no Sul do estado, o homem suspeito de depredar três igrejas católicas na vizinha Caldas Novas. Os ataques foram na noite de sábado (17), e a prisão saiu no dia seguinte. Segundo a PM, ele confessou e foi levado à Polícia Civil de Caldas Novas.
As três igrejas atingidas
- Capela São Lucas, no bairro Bandeirantes: porta de vidro e porta do salão quebradas.
- Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no Mansões Águas Quentes: vidro da entrada principal e janelas danificados.
- Paróquia Divino Pai Eterno, no Estância Itaguaí II: vitrais quebrados e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida atingida.
As duas capelas pertencem à Paróquia Nossa Senhora das Dores. Os prejuízos ainda não foram calculados.
Como foi a prisão
A Companhia de Policiamento Especializado (CPE) agiu com informações do serviço de inteligência do 36º Batalhão. Em patrulhamento pelo centro de Morrinhos, as equipes acharam um carro parecido com o descrito, um Chevrolet Zafira. O motorista tentou fugir, mas foi parado. O veículo foi apreendido.
De acordo com o comandante da CPE, capitão Dênio, o homem estava sob efeito de álcool e de substâncias psicoativas. Aos policiais, disse que fez os ataques por ser contra a Igreja Católica, por causa da veneração aos santos. O nome dele não foi divulgado, e a polícia não informou por qual crime ele vai responder.
O que dizem as paróquias
Em nota nas redes, a Paróquia Nossa Senhora das Dores disse que tudo indica um ataque orquestrado e pediu orações pela paz e pela justiça. A Paróquia Divino Pai Eterno lamentou a falta de respeito à fé, à comunidade e ao espaço sagrado, repudiou a intolerância religiosa e afirmou que vai tomar as medidas cabíveis pelas vias competentes.
Até agora a polícia fala em um único suspeito. A investigação da Polícia Civil é que vai dizer se mais alguém participou.
Análise F5 ao vivo
Quebrar a porta de uma capela de bairro não é protesto teológico. É crime contra a comunidade que reza ali, quase sempre gente simples que ajudou a pagar cada vidro e cada vitral. A Constituição garante a liberdade de crença e protege os locais de culto (art. 5º, VI), e o Código Penal pune quem perturba culto ou vilipendia objeto religioso (art. 208), além do dano ao patrimônio.
A resposta da PM foi rápida: menos de um dia entre o ataque e a prisão. Agora cabe à Polícia Civil apurar se o homem agiu sozinho, como sugere a abordagem, ou se a suspeita das paróquias de um ataque combinado tem fundamento. E a Justiça precisa tratar o caso com o peso que ele tem, sem banalizar o ataque a templo como simples vandalismo.
Fontes: Metrópoles, Metrópoles, Portal 6, O Popular. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






