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Debate na Band: Vorcaro, Luchsinger e provocações marcam o primeiro duelo de Lula e Flávio

No único confronto direto até agora, Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações sobre o caso Master, o filho do presidente e a pandemia. Analistas não apontam vencedor claro a uma semana do segundo turno.

Por Redação F5 ao vivo
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Imagem ilustrativa.

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizeram na noite de domingo (18) o primeiro debate do segundo turno, promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com Estadão, TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan. Foi também o primeiro encontro dos dois frente a frente em toda a campanha: ambos tinham faltado ao debate da mesma emissora em 23 de agosto.

Em três blocos, os candidatos passaram por segurança pública, economia, saúde, produtividade, relação com os Estados Unidos e maioridade penal. Cada um tinha um banco de 15 minutos para administrar nos confrontos diretos. A votação que define o próximo presidente acontece no domingo, 25 de outubro.

Master, Vorcaro e o filme Dark Horse

O caso do Banco Master voltou ao centro da disputa. Lula cobrou explicações sobre o pedido de R$ 134 milhões feito ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e disse que o governo anterior transformou Vorcaro em banqueiro. A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no financiamento do filme, e Flávio é investigado no inquérito. O senador nega irregularidades e já disse que o contrato não foi cumprido.

Flávio respondeu lembrando que a prisão de Vorcaro foi decidida pelo ministro André Mendonça, do STF, e não pelo governo, e acusou o presidente de querer levar o crédito por ela.

Luchsinger e Lulinha

No primeiro confronto direto, Flávio perguntou a Lula se conhecia a empresária Roberta Luchsinger, que um dia antes deu entrevista à CNN dizendo que o presidente sabia das reuniões do filho com ministros. Lula respondeu apenas que o assunto é com a Polícia Federal. Questionado sobre Fábio Luís, o Lulinha, disse que é seu filho e que o considera inocente.

Roberta e Lulinha são investigados em três inquéritos no STF por suspeita de tráfico de influência em órgãos federais. Ela nega irregularidades. Em nota no sábado (17), o Planalto afirmou que Lula nunca teve conversa com a empresária nem recebeu pedidos dela.

Sigilo, presídios e pandemia

Lula desafiou os Bolsonaro a abrir no dia seguinte as contas bancárias e o sigilo telefônico, e repetiu a proposta no fim do debate. Flávio disse não ter nada a esconder. Na segurança, o senador prometeu tratar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e perguntou por que a maioria dos presos votaria em Lula. O presidente defendeu a PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança.

Na saúde, Flávio propôs levar ao SUS o que chamou de padrão Einstein e reconheceu que a área não teve o melhor resultado no governo do pai, durante a pandemia. Lula perguntou se a ideia era privatizar o SUS e atacou a gestão da Covid no governo anterior. Em outro momento, ao ver perguntas sem resposta, chamou o adversário de malandro carioca.

O que dizem os analistas

A análise do Poder360 vê um debate sem vencedor claro, com mais ataque pessoal que proposta. Para o jornal, Flávio manteve a calma e evitou erros que virassem corte de vídeo para a campanha adversária, enquanto Lula pareceu mais nervoso que o habitual, levantou a voz e esqueceu de cumprimentar o público na abertura.

Análise F5 ao vivo

O debate mostrou dois candidatos mais preocupados em não perder do que em convencer. Faltou detalhe nas propostas dos dois lados, da conta do ajuste fiscal ao financiamento do SUS, e sobrou troca de acusações que o eleitor já conhecia.

Os temas que pesam são os que estão em investigação: o dinheiro de Vorcaro para o filme e as suspeitas sobre o filho do presidente. Nenhum dos dois casos tem denúncia ou condenação, e é a investigação, não o palanque, que vai dizer o que houve. O eleitor tem direito de cobrar respostas claras de quem pede o seu voto, e ontem elas não vieram.

Fontes: g1, CNN Brasil, Poder360. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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