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PF faz buscas em SP e no Entorno do DF e não acha prova da ameaça que fechou a embaixada dos EUA

Agentes cumpriram dois mandados e levaram celulares e computadores. Até agora, a PF diz que nada confirma o risco apontado pelos americanos, que suspenderam o atendimento em todo o país.

Por Redação F5 ao vivo
Viaturas da Polícia Militar do DF, que reforçou o policiamento perto das embaixadas dos EUA e da Austrália (foto de arquivo)
Viaturas da Polícia Militar do DF, que reforçou o policiamento perto das embaixadas dos EUA e da Austrália (foto de arquivo) Foto: André Gustavo Stumpf (CC BY 2.0)

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (2) dois mandados de busca e apreensão para apurar um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e os consulados americanos no Brasil. As buscas aconteceram em São Paulo e no Entorno do Distrito Federal.

Os agentes recolheram equipamentos de comunicação e mídias, como celulares e computadores, que agora passam por análise. Em nota, a PF afirmou que, até o momento, não encontrou elementos que confirmem os riscos apontados no início nem identificou suspeitos ligados a organizações criminosas. A investigação continua.

Atendimento parado no país inteiro

A ação veio depois de o governo americano suspender o atendimento presencial na embaixada e nos consulados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, por "questões de segurança". Os funcionários da embaixada foram avisados por e-mail na quinta-feira (1º) de que trabalhariam de casa nesta sexta, depois que a representação recebeu uma ameaça. O conteúdo dessa ameaça não foi divulgado.

A embaixada procurou a PF antes de anunciar a suspensão. Em nota, disse que trabalha em cooperação com as autoridades brasileiras e que a segurança dos cidadãos americanos é prioridade máxima do governo Trump. Não há data para a volta do atendimento.

Austrália foi atrás

Horas depois, a Embaixada da Austrália em Brasília também fechou as portas, citando "preocupações com a segurança". O comunicado australiano não menciona ameaça direta à representação do país e se apoia no alerta emitido pelos americanos.

A Polícia Militar do Distrito Federal reforçou o policiamento perto das duas embaixadas. Segundo a corporação, também não havia, até a última atualização, indício concreto de risco.

A dois dias da eleição

O fechamento acontece a dois dias do primeiro turno, marcado para domingo (4). O Departamento de Estado não ligou a medida à eleição e não respondeu se a ameaça tem relação com a votação. Na quinta, o presidente Donald Trump disse que acompanha a eleição brasileira de perto.

Análise F5 ao vivo

Ameaça a embaixada é caso de polícia, e a PF fez o que a Constituição manda: investigou, foi a campo e prestou contas do resultado. É assim que o art. 144 desenha o papel das polícias. Se o risco existir, tem de ser levado a sério até o fim. Se não existir, o país precisa saber disso logo.

O que não ajuda ninguém é o silêncio. Os americanos fecharam cinco postos sem dizer qual foi a ameaça, e quem pagou a conta foi o brasileiro com entrevista de visto marcada. Do outro lado, setores do governo já correram para chamar tudo de manobra eleitoral, também sem prova pública. Nos dois casos falta o mesmo: fato na mesa.

O eleitor merece ir às urnas no domingo com informação, e não com boato. A investigação da PF é o caminho certo, e o resultado dela precisa vir a público.

Fontes: Metrópoles, SBT News, CartaCapital. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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