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Monomotor cai no pátio do metrô de BH, piloto morre e 400 funcionários são retirados

Avião de 1988 saiu da Pampulha, bateu num galpão e num poste e pegou fogo sobre os trilhos de manobra em São Gabriel. O metrô seguiu rodando para os passageiros.

Por Redação F5 ao vivo
Placa na entrada do pátio de manutenção do Metrô BH em São Gabriel
Entrada do pátio de manutenção do Metrô BH em São Gabriel, onde o monomotor caiu nesta sexta (9) Foto: Leandro Gonçalves CMB (CC BY-SA 4.0)

Um avião de pequeno porte caiu no fim da manhã desta sexta-feira (9) dentro do pátio de manutenção do Metrô BH, atrás da Estação São Gabriel, na Região Nordeste de Belo Horizonte. O piloto, único ocupante, morreu carbonizado. A identidade dele ainda não tinha sido divulgada até a publicação deste texto.

Os bombeiros receberam o chamado por volta das 11h15 e mandaram seis viaturas para a área da Avenida Cristiano Machado. Depois, mais quatro reforçaram o trabalho. As chamas ficaram presas à aeronave e foram contidas com espuma, sem chegar aos galpões.

O que se sabe do voo

A aeronave é um monomotor Neiva EMB-711ST Corisco, de prefixo PT-VHE, fabricado em 1988 e com lugar para quatro pessoas. Segundo o registro da Anac citado pela imprensa mineira, está em nome de uma empresa baiana de importação e exportação de frutas.

O avião decolou do Aeroporto da Pampulha. O plano era pousar em Juatuba, na Grande BH, e voltar. Moradores e funcionários do metrô contaram que ele voava baixo, que se ouviram estouros e que um rastro de fumaça apareceu antes da queda.

No caminho, a aeronave bateu num galpão de manutenção e num poste da rede elétrica que alimenta os trens. Terminou sobre uma linha secundária usada para manobrar vagões. Os bombeiros disseram que ainda não dá para afirmar se foi queda ou tentativa de pouso forçado.

Um detalhe chamou atenção: o certificado de aeronavegabilidade do avião foi renovado pela Anac nesta mesma sexta, horas antes do acidente, com validade até outubro de 2027.

Metrô não parou

Cerca de 400 pessoas que trabalham no prédio administrativo do pátio foram retiradas por risco de explosão. A energia foi cortada só na oficina, para proteger as equipes de resgate. A linha comercial continuou funcionando e nenhum trem foi atingido.

Não tivemos nenhum colaborador ferido.

Roberto Fischer Machado, superintendente do Metrô BH

O Cenipa, da Aeronáutica, e a Polícia Civil foram acionados para investigar as causas. É a terceira queda de avião na Grande BH em menos de um ano: em maio, um monomotor que saiu da Pampulha bateu num prédio no bairro Silveira e matou duas pessoas.

Análise F5 ao vivo

A Pampulha fica no meio da cidade, cercada de bairros, avenidas e agora de um pátio de trens. Quando um monomotor dá problema logo depois da decolagem, ele cai em cima de alguém. Desta vez caiu num pátio de manobras numa sexta de manhã, e só não houve mais vítimas porque nenhum trem nem galpão foi atingido em cheio.

Três quedas em menos de um ano na mesma região pedem uma resposta que vá além do laudo de cada caso. O Cenipa vai apontar a causa deste acidente, mas cabe à Anac e à prefeitura dizer à população o que está sendo feito sobre a operação de aviões pequenos sobre a capital.

Fontes: O Tempo, Rede 98, Itatiaia, Terra, Band. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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