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Ao vivo Quem era Nathalia Gadelha, a copilota filha de brasileiros que morreu na queda de jato na Flórida
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Quem era Nathalia Gadelha, a copilota filha de brasileiros que morreu na queda de jato na Flórida

Aos 20 anos, ela voava profissionalmente havia nove meses. A família reconheceu a voz dela no pedido de socorro gravado minutos antes do Learjet cair no condado de Palm Beach com nove pessoas a bordo.

Por Redação F5 ao vivo
Um Learjet 60, mesmo modelo do jato que caiu no condado de Palm Beach, no aeroporto de Daytona Beach, na Flórida
Um Learjet 60, mesmo modelo do jato que caiu no condado de Palm Beach, no aeroporto de Daytona Beach, na Flórida Foto: ZLEA (CC BY-SA 4.0)

A copilota do jato particular que caiu no domingo (1º) no sul da Flórida, nos Estados Unidos, tinha 20 anos e era filha de brasileiros. Nathalia Gadelha Filgueiras foi a primeira das nove vítimas a ser identificada. Ninguém a bordo sobreviveu, segundo o secretário de Transportes americano, Sean Duffy.

O avião, um Learjet 60 pela identificação preliminar, tinha decolado do aeroporto de Austin, no Texas, rumo às Bahamas. Caiu por volta das 12h50, hora local, numa área residencial do condado de Palm Beach, perto da Military Trail, e explodiu ao tocar o chão. As outras oito vítimas ainda não tiveram o nome divulgado.

Piloto antes de motorista

Nathalia cresceu no condado de Palm Beach, a poucos quilômetros de onde o avião caiu. Aprendeu a gostar de aviação com o pai, que começou a pilotar por hobby em 2018. Ela começou as aulas em 2020 e tirou a licença de piloto privado em outubro de 2023, aos 17 anos, antes mesmo da carteira de motorista, segundo a família contou à imprensa americana.

Ela se formou na American Flyers, escola de aviação com sede no Texas e unidade em Pompano Beach, na Flórida. Trabalhava como piloto comercial havia nove meses e sonhava em voar por uma companhia aérea. A mãe, Camila Gadelha Corteleti, e o padrasto falaram com jornalistas depois da confirmação da morte.

O áudio dos últimos minutos

A conversa da tripulação com o controle de tráfego aéreo foi gravada pelo site LiveATC e tem cerca de um minuto. Os tripulantes relatam acúmulo de gelo, temperatura externa de 47 graus negativos e turbulência moderada. Depois, avisam que o avião está acima da velocidade e descendo cerca de 20 mil pés por minuto, algo perto de 6 km, com inclinação de 60 graus.

Declarando emergência

Trecho do pedido de socorro gravado pelo controle de tráfego aéreo

A mãe e o padrasto disseram reconhecer a voz de Nathalia no pedido de socorro. Cerca de dez minutos antes da queda, ela tinha mandado uma mensagem ao namorado dizendo que enfrentava turbulência e gelo. Pouco depois, a transmissão com a torre foi cortada.

O que se sabe da investigação

A FAA, que regula a aviação nos Estados Unidos, e o NTSB, o órgão que investiga acidentes, apuram as causas. Até a tarde desta segunda-feira (2) não havia conclusão oficial. Gelo nas asas e perda de controle em grande altitude aparecem no áudio, mas só a investigação vai dizer o que derrubou o jato.

Análise F5 ao vivo

A história de Nathalia comoveu porque junta duas coisas que muita família brasileira nos Estados Unidos conhece de perto: o filho que realiza o sonho cedo e a distância que separa esse sonho de casa. Uma menina que pilotou antes de dirigir, treinada pelo próprio pai, morreu a poucos quilômetros de onde cresceu.

O áudio mostra uma tripulação que viu o problema, avisou a torre e lutou até o fim. Antes de qualquer conclusão sobre culpa, vale esperar o NTSB, que costuma soltar um relatório preliminar em algumas semanas. Até lá, o que existe de certo é a dor de nove famílias.

Fontes: Poder360, Metrópoles. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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