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Mercado Bitcoin sofre ataque hacker de cerca de US$ 40 milhões e trava saques e depósitos

A maior corretora de criptomoedas do Brasil diz que conteve o incidente na madrugada e que os clientes não tiveram prejuízo. O ataque vem três dias depois do roubo bilionário na Binance.

Por Redação F5 ao vivo
Moeda de bitcoin sobre teclado de notebook
Moeda de bitcoin sobre teclado de notebook Foto: Satheesh Sankaran (CC BY 2.0)

O Mercado Bitcoin (MB), a maior corretora de criptomoedas do Brasil, confirmou nesta segunda-feira (2) um incidente de segurança em um dos seus sistemas e suspendeu por tempo indeterminado os depósitos, os saques e o acesso ao aplicativo. O caso virou um dos assuntos mais comentados da internet brasileira ao longo do dia.

Segundo a empresa de segurança Hypernative, que acompanha as carteiras usadas no ataque, a retirada começou por volta das 23h15 de domingo, no horário de Brasília, e esvaziou carteiras da corretora em pelo menos dez redes, entre elas Bitcoin, Ethereum, Solana, Tron e Polygon. A estimativa de rastreadores independentes é de cerca de US$ 40 milhões, algo perto de R$ 217 milhões no câmbio do dia. O MB não confirmou nenhum valor.

O que a corretora diz

Em comunicado publicado no X, o MB afirmou que identificou e conteve o problema ainda na madrugada. A empresa garante que o dinheiro dos clientes não foi afetado.

"Não houve nenhum prejuízo aos clientes"

Mercado Bitcoin, em comunicado

A corretora também disse que não houve vazamento de dados e que a suspensão das operações é uma medida preventiva. As equipes, segundo o MB, estão rastreando os ativos e trabalhando com as autoridades competentes e com parceiros. A empresa divulgou os endereços de destino das transferências para que outras plataformas possam monitorar e travar os valores.

Tether congela parte do dinheiro

O presidente da Tether, Paolo Ardoino, disse que a empresa congelou mais de 4,5 milhões de USDT ligados ao incidente, segundo a CNN Brasil. O USDT, moeda digital atrelada ao dólar, é a stablecoin mais usada no mundo, e a emissora consegue bloquear o saldo de carteiras suspeitas.

Pelo que a Hypernative informou, o invasor fez transferências simples para tirar o dinheiro, sem explorar falha em contrato inteligente. Ainda não se sabe como ele conseguiu o acesso necessário para assinar as transações.

Três dias depois da Binance

O ataque ao MB chega logo depois do maior roubo da história das criptomoedas. Na quinta-feira (29), hackers levaram cerca de US$ 6,3 bilhões da Binance em uma ação de uns 20 minutos. O FBI atribui o golpe a hackers da Coreia do Norte. A Binance voltou a liberar saques no domingo (1). Até agora não há nenhuma informação oficial que ligue os dois casos.

O que fazer se você tem conta no MB

Por enquanto, não há prazo para a volta dos saques. Quem tem saldo na corretora deve acompanhar só os canais oficiais do MB e desconfiar de qualquer mensagem, ligação ou link que peça senha, código de verificação ou transferência para "proteger" o dinheiro. Golpistas costumam aproveitar momentos assim.

Análise F5 ao vivo

Dois ataques em quatro dias, um na maior corretora do mundo e outro na maior do Brasil, mostram que o problema das criptomoedas hoje é menos a moeda e mais quem guarda as chaves. O bitcoin em si não foi quebrado. O que caiu foi a porta da corretora.

A resposta do MB foi rápida e a promessa de que o cliente não perde nada é o que importa agora. Mas a corretora deve uma explicação clara: quanto saiu, de onde saiu e como alguém conseguiu assinar as transações. Quem confia o patrimônio a uma plataforma tem direito de saber, e o silêncio sobre o valor só alimenta boato.

Fontes: InfoMoney, CNN Brasil, Money Times, Livecoins. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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