Governo de Goiás põe 250 policiais nas ruas de Anápolis após oito mortes violentas em dez dias
Operação Vis Civitatis começou nesta quarta (21) e vai até sábado. O governador Daniel Vilela atribui os assassinatos a uma disputa entre facções comandada de fora do estado.

O governo de Goiás lançou nesta quarta-feira (21), em Anápolis, a Operação Vis Civitatis, com cerca de 250 policiais de unidades especializadas. O ato foi pela manhã na Praça Dom Emanuel, no bairro Jundiaí, com dezenas de viaturas e um helicóptero.
A ação vem depois de uma sequência de mortes violentas na cidade. Entre os dias 10 e 20 de outubro, Anápolis registrou oito casos, segundo o Portal 6, entre eles um investigado como feminicídio seguido de suicídio.
O crime que acendeu o alerta
O caso que mais mexeu com a cidade foi o de um casal baleado no domingo (18) dentro de uma distribuidora na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Maracanã. Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, morreu no local. Ana Carolina Maia Nogueira, de 24, foi socorrida, mas não resistiu.
O governador Daniel Vilela (MDB) disse que as mortes são fruto de uma briga entre facções e que a ordem partiu de lideranças que estão fora de Goiás. Segundo ele, os suspeitos do crime contra o casal chegaram a ser soltos pela Justiça, que não viu requisitos para manter a prisão em flagrante, e depois procuraram abrigo numa unidade da PM ao serem perseguidos por homens armados.
Aqui, nenhuma facção criminosa controla um palmo sequer do nosso território.
Daniel Vilela, governador de Goiás
Quem está na rua
- Polícia Civil: Grupo Tático 3 (GT3), ligado à Core, e outras unidades especializadas
- Polícia Militar: Comando de Missões Especiais, com Batalhão de Choque e Bope, e o Comando de Operações do Cerrado
- Polícia Penal: transferência de presos para redistribuir a população carcerária
- Apoio aéreo com helicóptero
A Polícia Civil está pedindo mandados de prisão, e a PM reforça o patrulhamento. O foco é chegar aos grupos criminosos e prender quem está foragido da Justiça. O secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum, disse que o trabalho de inteligência começou na véspera e acompanha a operação de perto.
Até quando
A operação vai até sábado (24). No domingo (25), dia do segundo turno, ela para por causa da lei eleitoral. O governo diz que a ação pode continuar depois disso se ainda for preciso manter o reforço. Até a publicação desta notícia, não havia balanço de prisões ou apreensões.
O prefeito Márcio Corrêa (PL) anunciou ainda mais policiamento no Centro durante as atividades de Natal, quando o movimento na cidade cresce. Vereadores da Câmara de Anápolis acompanharam o lançamento.
Análise F5 ao vivo
Oito mortes em dez dias numa cidade de porte médio é número de alerta, e a resposta rápida com tropa especializada é o que o morador espera do Estado. Goiás tem números para mostrar: o próprio governo cita queda de 62% nos homicídios dolosos entre 2018 e 2025, e o Atlas da Violência 2026 põe o estado com a segunda maior redução de homicídios do país na década.
O ponto que mais incomoda é outro. Suspeitos de um duplo homicídio saíram soltos da audiência e, logo depois, precisaram pedir proteção à própria polícia. Quando a lei e a Justiça devolvem à rua quem é apontado num crime desse tamanho, a operação vira enxugar gelo. Quatro dias de reforço resolvem o susto; o que mede o resultado é o que acontece em novembro, quando o helicóptero for embora.
Fontes: Portal 6, Câmara Municipal de Anápolis, Notícia Toda Hora. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






