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Ao vivo Caiado descarta aposentadoria e abre caminho para tentar o governo de Goiás em 2030
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Caiado descarta aposentadoria e abre caminho para tentar o governo de Goiás em 2030

Quinto colocado na disputa presidencial, o ex-governador diz que segue na vida pública, assume o PSD goiano para 2028 e deixa em aberto um terceiro mandato no Palácio das Esmeraldas.

Por Redação F5 ao vivo
Ronaldo Caiado sorrindo, em retrato de 2023
Ronaldo Caiado em 2023, no segundo mandato como governador de Goiás Foto: Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) avisou que não vai deixar a política depois da derrota na corrida pelo Palácio do Planalto. Ele terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, e agora volta as atenções para Goiás, onde preside o PSD estadual desde março.

Em entrevista ao jornal O Popular, repercutida por O Hoje e pelo Diário da Manhã de Anápolis, Caiado admitiu a possibilidade de disputar de novo o governo do estado em 2030. Naquele ano, o atual governador Daniel Vilela (MDB), que venceu em outubro no primeiro turno, não poderá concorrer à reeleição.

Eu sou um homem que não vou me aposentar da vida pública

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás

Sem mandato pela primeira vez desde 1998

Caiado renunciou ao governo em março para disputar a Presidência. Com a derrota, ficará sem cargo eletivo a partir de janeiro, situação que não vivia desde que voltou à Câmara dos Deputados em 1998. Depois disso, foram quatro mandatos seguidos de deputado federal, uma vaga no Senado em 2014 e duas vitórias no primeiro turno para governador, em 2018 e 2022.

Ele lembrou que já passou por um período parecido. Em 1994, depois de perder a eleição estadual para Maguito Vilela, pai do atual governador, voltou ao consultório médico por quatro anos antes de retomar a carreira política. Disse ainda que deixou o governo com 88% de aprovação.

PSD em 2028 e o mandato de Gracinha

A primeira tarefa anunciada é fortalecer o PSD nas eleições municipais de 2028. Caiado contou que já se reuniu com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e que um novo encontro estava previsto para esta semana, para tratar da legenda em Goiás e no país.

Outra frente é acompanhar o mandato da mulher, Gracinha Caiado (União Brasil), eleita senadora por Goiás em outubro, na estreia dela em uma eleição. Segundo o Platô BR, ainda não se sabe se em 2030 seria ela ou o próprio Caiado a buscar o governo estadual.

O acordo do vice

Nos bastidores, a volta de Caiado ao Palácio das Esmeraldas já entra nas contas. A escolha de Luiz Carlos do Carmo para vice de Daniel Vilela teria incluído o compromisso de que ele não disputaria a reeleição caso assuma o governo em abril de 2030, se Daniel sair para concorrer ao Senado. Durante a pré-campanha, Luiz do Carmo disse que não seria obstáculo se Caiado quisesse voltar.

Para quem mora em Goiás, o movimento indica que o grupo que governa o estado desde 2019 pretende seguir unido até a próxima eleição, com Caiado de novo como peça central da articulação.

Análise F5 ao vivo

Caiado sai da eleição presidencial menor do que entrou no cenário nacional, mas continua sendo o político mais forte de Goiás. A aprovação alta no fim do governo e a eleição de Gracinha ao Senado mostram que o eleitor goiano separa o voto para presidente do voto para o estado.

O risco está na relação com Daniel Vilela. A história recente de Goiás tem dois casos de padrinhos que voltaram para disputar a cadeira deixada ao afilhado, e só um terminou bem. Se o acordo com o vice for cumprido e Daniel aceitar o papel de candidato ao Senado, o grupo chega a 2030 organizado. Se houver disputa por espaço antes disso, a oposição ganha uma brecha que hoje não tem.

Fontes: O Hoje, Diário da Manhã Anápolis, Platô BR, O Popular. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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