BRS na T-63: o que muda para quem pega ônibus em Goiânia a partir de janeiro
Faixa da direita só para ônibus, motos e emergência, semáforo que segura o verde para o coletivo e 15 ônibus prateados. A tarifa fica em R$ 4,30.

A Avenida T-63 vai ser a primeira de Goiânia a receber o BRS, sigla de Bus Rapid Service, o novo padrão de prioridade para o transporte coletivo lançado pelo governador Daniel Vilela e pela prefeitura no dia 23 de outubro. A operação está prevista para janeiro de 2027. A promessa é deixar os ônibus até 30% mais rápidos no corredor.
Como vai funcionar a faixa
A faixa da direita da T-63 passa a ser reservada para ônibus, motocicletas, ambulâncias e viaturas policiais. Carro particular que entrar nela fica sujeito a fiscalização, segundo o Governo de Goiás.
Os semáforos do corredor serão sincronizados e controlados em tempo real. A tecnologia, chamada em Goiânia de metronização, identifica o ônibus chegando e ajusta o tempo do cruzamento para ele passar. O sistema já roda no BRT do eixo Leste-Oeste desde maio de 2025, onde a velocidade no horário de pico subiu de cerca de 16 km/h para mais de 21 km/h, de acordo com a Metrobus.
Uma conta ajuda a entender a promessa: ganhar 30% de velocidade não corta 30% do tempo. Para a mesma distância, a viagem fica cerca de 23% mais curta. Um trajeto de 60 minutos cairia para perto de 46, sem contar a caminhada até o ponto e a espera.
Ônibus prateados e pontos novos
A frota inicial terá 15 ônibus. Nove foram apresentados no lançamento e os outros seis devem chegar até dezembro. Os veículos do BRS são prateados, para o passageiro diferenciar das linhas comuns da RMTC, e têm piso baixo, ar-condicionado e motor traseiro.
O piso baixo elimina os degraus na porta, o que ajuda idoso, cadeirante e quem está com carrinho de bebê. Os abrigos da T-63 vão ganhar iluminação de LED alimentada por placas solares e câmeras com identificação por inteligência artificial.
Tarifa e próximas avenidas
A passagem segue em R$ 4,30, valor congelado desde 2019. "Não estamos discutindo nenhum reajuste", disse o governador no lançamento. O Estado afirma ter investido mais de R$ 2,1 bilhões na reestruturação do transporte da Grande Goiânia, com obras que já passam de 70% de execução.
Depois da T-63, o plano é levar o BRS para as avenidas Castelo Branco e 85, duas das mais carregadas da capital. Ainda não há data para essas etapas.
Análise F5 ao vivo
Faixa exclusiva só funciona se for respeitada. O BRS aposta na fiscalização da faixa da direita, justamente a faixa das conversões e das entradas de garagem. Sem fiscal e sem multa, o ônibus prateado vai ficar parado no mesmo trânsito do carro ao lado.
O dado mais concreto está no BRT Leste-Oeste, onde o semáforo inteligente já entregou ganho medido. Se a T-63 repetir isso, Goiânia ganha uma solução barata, que usa a avenida que já existe em vez de esperar anos por obra pesada. A cobrança justa em janeiro é uma só: mostrar o tempo de viagem antes e depois.
Fontes: Governo de Goiás, Diário do Transporte, Mais Goiás. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






