Mabel presta contas na Câmara e promete drenagem em três córregos e 8 UPAs em Goiânia
Prefeitura investiu R$ 663 milhões até agosto, quatro vezes mais que em 2025, mas a educação ainda está abaixo do mínimo da Constituição.

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), apresentou na segunda-feira (26) à Comissão Mista da Câmara Municipal as contas do segundo quadrimestre de 2026, de maio a agosto. No centro da fala estiveram as obras de drenagem e a rede de saúde, dois pontos que o morador sente de perto quando a chuva aperta e quando precisa de atendimento.
Drenagem nos córregos que mais alagam
A prefeitura citou obras de contenção e drenagem nos córregos Cascavel, Botafogo e Capim Puba. A promessa é reduzir os alagamentos nos bairros cortados por esses cursos d'água. A gestão não detalhou valores nem prazo de entrega de cada obra.
Saúde: UPAs e UBSs novas
Na saúde, o município aplicou 18,57% da receita de impostos e transferências, acima do piso constitucional de 15%. A previsão é fechar o ano perto de 19,7%. O prefeito anunciou a construção ou reconstrução de 8 UPAs, de cerca de R$ 22 milhões cada, e 32 UBSs em bairros novos. Parte está em licitação e parte já está em obra, segundo a Câmara.
Aplicamos mais em saúde do que o estabelecido, perto de R$ 400 milhões
Sandro Mabel, prefeito de Goiânia
Os números do caixa
- Receita de janeiro a agosto: R$ 7,27 bilhões, 67% do previsto para o ano.
- Despesas liquidadas: R$ 6,88 bilhões.
- Investimentos: R$ 663,3 milhões, alta de 301,62% sobre o mesmo período de 2025 e acima de tudo o que foi investido no ano passado inteiro (cerca de R$ 501 milhões).
- Resultado primário: R$ 137,9 milhões, acima da meta de R$ 132,7 milhões.
- Gasto com pessoal: 45,58% da receita corrente líquida, abaixo do limite de alerta de 48,6%.
A Secretaria de Finanças ressalvou que o superávit de R$ 389 milhões, diferença entre o que entrou e o que foi liquidado, não significa sozinho dinheiro sobrando em caixa.
Educação abaixo do mínimo
O ponto fraco do balanço está na educação. Até agosto, o município aplicou 21,88% da receita de impostos, abaixo dos 25% exigidos pelo artigo 212 da Constituição. A gestão diz que vai passar do mínimo até dezembro, com compra de tablets, lousas eletrônicas e ar-condicionado para as escolas. Em 2025, Goiânia fechou com 25,83%.
O que vem para as ruas
Mabel prevê R$ 1,03 bilhão em investimentos até o fim de 2026 e mais de R$ 4 bilhões no mandato. Na lista estão o recapeamento de 500 km de vias em 2027 e outros 500 km em 2028, um viaduto na Avenida Perimetral Norte e novos corredores de ônibus. O prefeito também disse que não pretende aumentar imposto e que vai cobrar quem deve: a dívida ativa do município soma cerca de R$ 9 bilhões, concentrados em 100 devedores, segundo O Hoje.
Análise F5 ao vivo
O salto nos investimentos é real e aparece em três fontes diferentes. Para quem mora em Goiânia, porém, o número que importa é outro: quando as obras nos córregos Cascavel, Botafogo e Capim Puba ficam prontas. Sem prazo publicado, a promessa de menos alagamento ainda depende de fiscalização da Câmara e de cobrança do próprio morador.
A educação abaixo dos 25% até agosto merece atenção. Fechar a conta no fim do ano com compra de equipamento é legal, mas a Câmara precisa conferir se o gasto chega à sala de aula e não vira só corrida para bater o índice em dezembro.
Fontes: Câmara Municipal de Goiânia, Diário de Goiás, O Hoje, Record Goiás. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






