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Caiado diz que não vai se aposentar e deixa aberta a volta ao governo de Goiás em 2030

Sem mandato pela primeira vez em 32 anos, o ex-governador quer rodar o estado, comandar o PSD em 2028 e esperar 2030, quando Daniel Vilela não pode mais concorrer.

Por Redação F5 ao vivo
Ronaldo Caiado sorrindo, de cabelo grisalho, em frente a uma parede de madeira
Ronaldo Caiado na segunda posse como governador de Goiás, em 2023 Foto: Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) deixou aberta a possibilidade de disputar de novo o governo de Goiás em 2030. Em entrevista ao jornal O Popular, publicada na noite de segunda-feira (26), ele não confirmou candidatura, mas disse que segue na política e que terá mais tempo para percorrer o estado.

"Olha, eu sou um homem que não vou me aposentar da vida pública"

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás

Sobre a eleição daqui a quatro anos, Caiado preferiu esperar. Disse que o que está reservado para 2030 será visto lá na frente e que vai continuar trabalhando com a mesma dedicação, agora com tempo para caminhar em Goiás e no Brasil.

Primeira vez sem mandato desde os anos 90

Caiado renunciou ao governo em abril para disputar a Presidência da República e ficou fora do segundo turno. Com isso, fica sem cargo eletivo pela primeira vez em mais de três décadas. Ele foi deputado federal por cinco mandatos, senador eleito em 2014 e governador eleito em 2018 e reeleito em 2022, as duas vezes no primeiro turno.

Na entrevista, o ex-governador lembrou a derrota para Maguito Vilela em 1994, quando voltou ao consultório médico antes de retomar a carreira política. Segundo o jornal O Hoje, ele disse ter deixado o governo com 88% de aprovação.

O tabuleiro de 2030

A conta de 2030 passa pelo atual governador. Daniel Vilela (MDB), reeleito neste ano, não pode disputar um terceiro mandato seguido. O vice eleito na chapa dele, o ex-senador Luiz Carlos do Carmo, já disse que não seria obstáculo a uma volta de Caiado. Segundo o Poder Goiás, a composição da chapa envolveu um entendimento para que Luiz do Carmo não dispute o governo em 2030, mesmo que assuma o cargo caso Daniel saia para concorrer ao Senado.

"Se o Caiado falar que quer voltar, eu não vou ser obstáculo"

Luiz Carlos do Carmo, vice-governador eleito, à coluna Giro, de O Popular

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, aliado de Caiado desde a eleição municipal de 2024, também elogiou a disposição do ex-governador e declarou apoio a uma eventual candidatura dele ao governo em 2030, segundo o portal Mais Goiás.

PSD em 2028 e o mandato de Gracinha

Antes de 2030, Caiado mira as eleições municipais de 2028. Ele preside o PSD em Goiás desde março, quando assumiu o posto que era do senador Vanderlan Cardoso, e quer aumentar o número de prefeitos do partido no estado. Disse ainda que já se reuniu com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e que um novo encontro deve acontecer nesta semana.

O ex-governador também pretende acompanhar de perto o mandato da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), eleita senadora em outubro.

Análise F5 ao vivo

Caiado fez o que político experiente faz depois de uma derrota nacional: voltou para casa. A frase de que o político é forte no próprio estado resume a estratégia. Goiás é onde ele tem voto, aprovação alta e um grupo inteiro organizado em volta do nome dele.

O caminho parece arrumado. Daniel não pode concorrer, o vice já se colocou de lado e o prefeito da capital declarou apoio. O risco é o tempo. Quatro anos sem caneta é muito tempo na política, e a base que hoje abre espaço pode criar os próprios projetos. O PSD forte em 2028 é o teste que vai mostrar se o nome de Caiado ainda puxa voto sem o cargo.

Fontes: Poder Goiás, O Hoje, A Redação, O Popular, Mais Goiás. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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