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CNBB pede respeito às urnas e condena compra de voto em mensagem antes do 2º turno

Reunidos em Brasília, os bispos do Conselho Permanente lembram que o voto é livre e secreto e pedem que o eleitor olhe a trajetória de quem pede o voto.

Por Redação F5 ao vivo
Santuário Nacional de Aparecida visto do alto, em Aparecida (SP)
Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP); a mensagem da CNBB termina com um pedido a Nossa Senhora Aparecida Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (CC BY 3.0 br)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na noite de quarta-feira (21) uma mensagem ao povo brasileiro sobre o segundo turno, marcado para domingo (25). O texto é do Conselho Permanente, o grupo de bispos que conduz a entidade entre as assembleias gerais.

A mensagem saiu durante a 120ª reunião do conselho, que começou na terça-feira (20) na sede da CNBB, em Brasília, e termina nesta quinta-feira (22). Não cita partido nem candidato.

O que os bispos pedem

O primeiro ponto é a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito, com respeito ao resultado das urnas. Os bispos também encorajam todos os eleitores a participar do segundo turno de forma consciente.

O texto lista o que o país espera de quem for eleito: trabalho digno, comida na mesa, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade, além de cuidado com o meio ambiente, direitos humanos e paz.

O voto é livre e secreto.

Conselho Permanente da CNBB

Na mesma linha, a mensagem afirma que ameaçar ou pressionar eleitores e negociar votos são práticas inadmissíveis. É um recado que vale para patrão, para cabo eleitoral e para qualquer liderança, inclusive religiosa.

Trajetória acima da promessa

Como critério de escolha, a CNBB pede que cada eleitor considere a trajetória, as práticas e os compromissos dos candidatos com a democracia e com as condições de vida do povo. Lembra ainda que governos recebem mandato e que cabe ao cidadão participar, fiscalizar e cobrar, com crítica responsável e informação confiável.

O texto termina com um pedido de intercessão a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, para que os brasileiros construam uma convivência baseada na verdade, na fraternidade e na paz.

Análise F5 ao vivo

A mensagem acerta ao tratar o voto como coisa de consciência, e não de cabresto. Pressão de patrão, de chefe político ou de púlpito tira do eleitor aquilo que a Constituição garante a ele no art. 14: o voto direto e secreto, com valor igual para todos.

O pedido para olhar a trajetória e não só a promessa de campanha também é bom conselho para qualquer cristão, católico ou evangélico. Fiscalizar quem foi eleito depois de domingo pesa tanto quanto votar.

Fica uma cobrança justa à própria Igreja: o mesmo cuidado que a CNBB pede ao eleitor, de crítica responsável e informação confiável, precisa valer para as pastorais e entidades ligadas a ela, que nem sempre mantiveram distância das campanhas.

Fontes: CNBB, Metrópoles. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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