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Malafaia lamenta vitória de Lula e líderes evangélicos que apoiaram Flávio pedem calma

Malafaia pediu misericórdia pelo Brasil, Rodovalho falou em tristeza e César Augusto chamou Lula de talvez o maior político do país. A Universal mandou e-mail aos fiéis: "Eleição passa".

Por Redação F5 ao vivo
O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em 2019
O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em 2019 Foto: Marcos Corrêa (CC BY 2.0)

As principais lideranças evangélicas que fizeram campanha por Flávio Bolsonaro (PL) passaram a segunda-feira (26) digerindo a reeleição de Lula (PT). O tom geral foi de lamento, mas sem contestar as urnas: a maioria falou em respeitar a decisão da maioria e pediu que os fiéis guardem a fé acima da política.

Lula venceu o segundo turno de domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, segundo o TSE. Foi a disputa presidencial em que o apoio de pastores e igrejas ao candidato da direita apareceu de forma mais aberta.

Malafaia: "não vai ser fácil"

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, gravou um vídeo pouco depois da confirmação do resultado. Ele pediu a Deus misericórdia pelo Brasil, disse temer pelos próximos quatro anos por causa da economia e afirmou que não fará acusação sem prova.

Lamento profundamente, mas essa é a decisão do povo brasileiro.

Silas Malafaia, pastor, em vídeo nas redes

No mesmo vídeo, ele pediu que o país seja livrado de uma crise econômica e social e encerrou abençoando as famílias de quem assistia.

Rodovalho, Hernandes e Abner Ferreira

O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, disse à Folha de S.Paulo que fica a tristeza, mas que democracia é isso: vence quem consegue convencer a maioria. O apóstolo Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo, chamou o resultado de vontade popular, que deve ser aceita. O bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, falou em maturidade e respeito às decisões populares.

O apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, foi além. Pediu oração pelo novo governo e reconheceu a força do adversário.

Nós temos que reconhecer que Lula, como político, talvez seja o maior da história do país.

César Augusto, apóstolo da Fonte da Vida, segundo a Comunhão

"A decepção não apaga"

Entre os pastores mais jovens, a linha foi a da consciência tranquila. Josué Valandro Jr., da Igreja Batista Atitude, disse que os cristãos de direita fizeram o que podiam e que a decepção do dia não apaga aquilo em que acreditam. Teófilo Hayashi, da Zion Church, pediu proteção ao país e escreveu que não torce para o barco afundar.

O pastor Jorge Linhares, da Igreja Batista Getsêmani, em Belo Horizonte, atribuiu a virada aos programas sociais e disse que foi a cesta básica que fez a mesa virar. O bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, resumiu com "vida que segue" e lembrou que Jesus continua no trono. O presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes lembrou que a esperança cristã não está nas instituições políticas.

Universal: "Eleição passa"

A Igreja Universal do Reino de Deus, que não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos, mandou um e-mail aos fiéis por volta da meia-noite com o título "Eleição passa", segundo a Folha.

Análise F5 ao vivo

O que chama a atenção é a ausência de grito. Os mesmos líderes que subiram em palanque, gravaram vídeo e pediram oração por Flávio aceitaram o resultado em poucas horas. Ninguém pediu para não reconhecer a eleição, e Malafaia, o mais combativo deles, fez questão de dizer que não acusa sem prova.

Isso não significa que a igreja saiu de cena. A preocupação com a economia, com a liberdade religiosa e com as indicações de Lula para os tribunais continua, e vai aparecer nos próximos quatro anos. Mas a resposta de domingo mostra uma liderança que separa a frustração política da fé, e isso é bom para a igreja e para o país.

Para o fiel, o recado das lideranças foi o mesmo, com palavras diferentes: a esperança não estava na urna. Orar pelas autoridades, como manda 1 Timóteo 2, vale para quem venceu também.

Fontes: Pleno News, Folha de S.Paulo (Folhapress), via A Voz das Cidades, Comunhão. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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