Trivia volta aos trilhos da Linha 13 sob olho da CPTM e quer as três linhas até 26/11
Afastada em julho depois de três dias de pane, a concessionária reassume aos poucos as linhas 11, 12 e 13 e o Expresso Aeroporto. Horários e integrações não mudam nesta fase.

A Trivia Trens começou a voltar para a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. A primeira etapa vale desde terça-feira (6): a concessionária reassumiu a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto, que liga o centro de São Paulo ao Aeroporto de Guarulhos, com funcionários da CPTM acompanhando todo o trabalho de perto.
O plano de retorno foi aprovado pelo Conselho Diretor da Artesp, a agência que regula o transporte no estado, na segunda-feira (5). Ele prevê três degraus até a empresa voltar a operar sozinha.
O calendário da volta
- 6 de outubro: Trivia opera a Linha 13 e o Expresso Aeroporto com supervisão presencial da CPTM.
- 26 de outubro: a empresa assume em definitivo a Linha 13 e o Expresso Aeroporto e começa a operar as linhas 11 e 12, também supervisionada.
- 26 de novembro: data prevista para a Trivia assumir em definitivo as linhas 11 e 12.
Cada passo depende de aprovação. A CPTM avalia o desempenho da concessionária e a Artesp fiscaliza. Se a empresa não passar, não reassume o serviço por inteiro.
O que muda para quem usa o trem
Nesta fase, nada no dia a dia do passageiro: horários, intervalos entre trens e integrações com metrô e ônibus seguem iguais. As três linhas atendem a zona leste da capital, o Alto Tietê e Guarulhos, regiões de muita gente que depende do trem para chegar ao trabalho.
Por que a empresa foi afastada
A Trivia assumiu as três linhas em 21 de julho. Em três dias vieram falta de energia entre as estações Brás e Tatuapé, um princípio de incêndio em um trem perto da Estação Bresser-Mooca e passageiros andando pelos trilhos. Em 24 de julho a Artesp tirou a empresa da operação por medida cautelar de até 90 dias e devolveu as linhas à CPTM. Foi a primeira vez que o governo paulista retomou linhas de trem que já estavam com operador privado.
O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável
André Isper, diretor-presidente da Artesp, em julho
No afastamento, a Artesp cobrou um plano de ação. A concessionária refez treinamentos de operação e manutenção, revisou procedimentos e atualizou os protocolos de emergência, como evacuação de trens, resgate, transbordo de passageiros e comunicação com o público.
Investigações seguem abertas
A Artesp mantém dois processos sobre as falhas de julho: um sancionador, que apura como a empresa respondeu às panes, e outro na Comissão Permanente de Segurança, que procura as causas técnicas. O Ministério Público de São Paulo também abriu investigação. Nenhum deles foi concluído.
Análise F5 ao vivo
A volta em degraus, com a CPTM ao lado e prova antes de cada etapa, é o mínimo que o passageiro merecia depois de julho. Concessão funciona quando o contrato tem dente, e a Artesp mostrou que tem: tirou a empresa em três dias e só devolve o serviço com plano cobrado e supervisão no trilho.
O teste de verdade vem em 26 de outubro, quando a Trivia pega as linhas 11 e 12, que cortam a zona leste. Até lá, a conta que importa é simples: trem no horário, sem pane e com informação clara quando der problema. E as duas investigações precisam chegar ao fim, com responsabilidade definida pelo que o usuário passou em julho.
Fontes: g1 SP, Diário do Grande ABC, Metrô CPTM. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






