Americanos votam hoje no Congresso de Trump: o que está em jogo nas eleições de meio de mandato
Toda a Câmara, 35 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais estão na urna nesta terça. As primeiras parciais saem a partir das 20h de Brasília, mas o controle do Senado pode demorar dias.

Os Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms. Trump não está na cédula e continua presidente qualquer que seja o resultado, mas é a urna que vai dizer se ele governa os dois anos finais com um Congresso a favor ou contra.
O que está na urna
- Câmara dos Representantes: as 435 cadeiras, com maioria a partir de 218.
- Senado: 35 das 100 cadeiras, sendo 33 do calendário normal e 2 eleições especiais, em Ohio e na Flórida.
- Governos estaduais: 36 dos 50 estados escolhem governador.
Hoje os republicanos controlam as duas Casas. No Senado a vantagem é de 53 a 47, e os democratas precisam ganhar quatro cadeiras líquidas, porque um empate em 50 a 50 é desfeito pelo vice-presidente JD Vance. Na Câmara a margem é curta e bastam três ou quatro cadeiras a mais para a maioria trocar de lado, conforme a conta usada por cada veículo.
O que dizem as pesquisas
Os números chegam ao dia da votação favoráveis aos democratas. Levantamento Ipsos feito entre 22 e 26 de outubro mostra 53% dos eleitores mais propensos a votar escolhendo democratas para a Câmara, contra 44% dos republicanos. A aprovação de Trump estava em 32% na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro. A Decision Desk HQ dá 80% de chance de maioria democrata na Câmara e 60% no Senado, com disputas apertadas no Texas, em Ohio, no Alasca e no Maine.
O histórico também pesa contra o governo: os presidentes recentes perderam a Câmara na eleição de meio de mandato, inclusive o próprio Trump em 2018, no primeiro mandato.
Quando sai o resultado
As primeiras urnas fecham às 18h do horário de Washington, 20h em Brasília, em partes de Indiana e do Kentucky. Às 22h de Brasília fecham estados grandes como Pensilvânia, Michigan e Texas. A última seção, nas ilhas Aleutas, no Alasca, fecha às 3h da madrugada de quarta no horário de Brasília. Disputas apertadas em estados que contam voto pelo correio podem levar uma semana: em 2022, a maioria da Câmara só foi confirmada em 16 de novembro.
Por que Trump trata a votação como decisiva
Em janeiro, num encontro com deputados republicanos em Washington, Trump disse que o partido precisava vencer em novembro porque, sem maioria, a oposição acharia um motivo para afastá-lo. A frase dele foi direta, segundo a Reuters:
Vou sofrer um impeachment.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Trump também afirmou que vai respeitar o resultado se a votação for honesta.
E o Brasil com isso
Analistas ouvidos pela Broadcast dizem que o mercado já espera vitória democrata e lê isso como freio fiscal: Trump perderia força para aprovar sozinho pacotes de gasto ou corte de impostos. Um Congresso dividido também pesa sobre a política comercial e de tarifas, que mexe com dólar, exportações e com a relação entre Washington e Brasília.
Análise F5 ao vivo
A eleição de meio de mandato costuma castigar quem está na Casa Branca, e os números apontam para isso de novo. Se a Câmara virar, Trump passa a negociar cada projeto e entra no ano final do governo sob investigação de comissões controladas pela oposição.
Para o Brasil, o efeito vem pelo bolso antes de vir pela política. Um governo americano travado no Congresso tende a ser mais imprevisível no comércio, e é aí que o dólar e as exportações sentem primeiro. Vale acompanhar a apuração desta noite com calma: as parciais do começo mudam, e o Senado pode só ser definido nos próximos dias.
Fontes: Congresso em Foco, CNN Brasil, SBT News (Reuters), Itatiaia, Investalk BB (Broadcast), Political.org. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






