Túnel entre Consolação e Paulista atrasa de novo e Metrô agora promete para 2027
A nova passagem entre as linhas 2-Verde e 4-Amarela, prometida para 2025 e depois para outubro de 2026, ficou para o primeiro semestre de 2027. Até lá, a baldeação segue pelo túnel lotado de hoje.

Quem faz a baldeação entre a Linha 2-Verde e a Linha 4-Amarela na Avenida Paulista vai continuar espremido no corredor atual por mais alguns meses. O Metrô de São Paulo informou que o novo túnel entre as estações Consolação e Paulista só deve ficar pronto no primeiro semestre de 2027. É o segundo adiamento da obra.
A primeira promessa era entregar a passagem no fim de 2025. Depois, a data foi empurrada para outubro de 2026. O prazo venceu e a estatal, ligada ao governo Tarcísio de Freitas, anunciou a nova previsão nesta terça-feira (3), segundo o g1.
Por que atrasou
O Metrô atribui a demora à escavação embaixo da via da Linha 2-Verde e da estação da Linha 4-Amarela, feita sem parar os trens. A estatal diz que a obra foi mais complexa que o previsto e que as restrições de trânsito na região dificultaram a entrada e saída de caminhões com terra.
"A obra concluiu o trecho mais crítico, que envolve a escavação"
Metrô de São Paulo, em nota
Segundo o Metrô, a obra está perto de 80% e entra agora na fase de acabamento e instalação de sistemas. Em agosto, o Diário do Transporte registrou o fim da escavação, com 78% de execução e mais de 6 mil metros cúbicos de terra retirados sob a Avenida Paulista.
O que muda para o passageiro
- O túnel novo terá cerca de 90 metros e capacidade para 18 mil passageiros por hora.
- A ideia é aliviar a passagem atual, que congestiona nos horários de pico.
- Até a entrega, a transferência entre as duas linhas continua pelo caminho de sempre.
- O trecho da Avenida Paulista entre a Rua Bela Cintra e a Rua da Consolação segue com interdição parcial por causa do canteiro.
Contrato e histórico
A obra é tocada pelo consórcio Conexão Paulista/Consolação CTS, formado por Constran, Telar e Sprail. O contrato é de R$ 60,9 milhões e foi assinado no fim da gestão Rodrigo Garcia, em 2022. O Metrô diz que as obras civis só começaram de fato em 2024, depois do remanejamento de redes de energia, água e telefonia e da obtenção de licenças. Um aditivo já assinado empurra o prazo contratual de conclusão para 31 de agosto de 2027.
Análise F5 ao vivo
Noventa metros de túnel, três prazos. A justificativa técnica é real: cavar embaixo de duas linhas de metrô em operação, no meio da Paulista, não é simples. Mas a complexidade era conhecida desde o anúncio, e o próprio governo que assinou o contrato falava em obra difícil. Prazo que não leva isso em conta é prazo de palanque.
A conta fica com o passageiro. A conexão Consolação e Paulista é uma das mais cheias da rede, e cada semestre a mais é mais gente parada em fila no horário de pico. O mínimo que o Metrô deve agora é um cronograma público das etapas que faltam, para que o primeiro semestre de 2027 não vire o quarto adiamento.
Fontes: g1 SP, Diário do Transporte, CNN Brasil. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






