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Mulher finge dor para ir ao hospital e denuncia cárcere privado em Anápolis

Presa em casa pelo ex por cerca de duas semanas, ela pediu socorro à equipe médica. O homem seguiu a viatura de moto-táxi e acabou preso pela PM.

Por Redação F5 ao vivo
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Imagem ilustrativa.

Uma mulher de 43 anos que vivia trancada em casa pelo ex-companheiro em Anápolis, a 55 km de Goiânia, conseguiu pedir ajuda depois de dizer a ele que sentia uma dor forte no braço e precisava ir ao hospital. Lá dentro, contou à equipe médica o que estava passando. Os funcionários chamaram a polícia.

O suspeito, de 36 anos, foi preso pela Polícia Militar de Goiás no domingo (1º). Segundo o Metrópoles, ele esperava do lado de fora da unidade de saúde e, quando percebeu que a mulher saía com os policiais, chamou um moto-táxi e passou a seguir a viatura. Ela reconheceu o ex na moto e avisou os militares, que fizeram a abordagem.

Duas semanas sem sair nem usar o celular

De acordo com a Polícia Civil, por meio da Central de Flagrantes de Anápolis, o homem não aceitava o fim do relacionamento. A mulher ficou cerca de 15 dias presa no imóvel, sem contato com a família e proibida de usar o telefone. Ela relatou ameaças constantes: o ex dizia que a acharia se tentasse fugir.

O cárcere começou, segundo a investigação inicial, no dia em que ela voltou à casa para buscar os próprios pertences. A vítima já tinha medidas protetivas de urgência em vigor contra ele.

Ele não aceitava o término e mantinha ela em cárcere privado

Rafhael Neris Barboza, delegado da Central de Flagrantes de Anápolis

A filha também era controlada

O delegado contou que uma das filhas da vítima, de 18 anos, também era mantida na casa e só saía para ir à escola, levada e buscada pelo próprio suspeito. Foi ela quem relatou à Polícia Civil as agressões que a mãe sofreu no período.

No primeiro depoimento, o homem negou tudo. Disse que a ex tinha a chave reserva da casa e podia sair quando quisesse. Ele foi autuado por cárcere privado e pelas violências contra a vítima, e o caso segue com a Polícia Civil de Goiás.

Como pedir ajuda

  • 180: Central de Atendimento à Mulher, ligação gratuita, 24 horas, também pelo WhatsApp (61) 9610-0180
  • 190: Polícia Militar, para emergência e flagrante
  • Delegacias da Mulher (Deam) e qualquer delegacia da Polícia Civil recebem o registro e o pedido de medida protetiva
  • Quem trabalha em hospital, posto de saúde ou escola também pode acionar a polícia ao perceber sinais de violência

Análise F5 ao vivo

O detalhe que salvou essa mulher foi uma equipe de saúde que ouviu, acreditou e chamou a polícia na hora. Muitas vítimas só encontram uma brecha longe do agressor num atendimento médico, e esse caso mostra que o balcão do hospital pode ser a porta de saída.

O ponto que preocupa é outro: ela já tinha medida protetiva. Descumprir medida protetiva é crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e mesmo assim o ex conseguiu mantê-la presa por duas semanas. A Justiça concede a proteção, mas sem fiscalização ela vira papel. Goiás precisa explicar como o acompanhamento dessas medidas funciona na prática.

Fontes: Metrópoles, CNN Brasil. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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