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Motociclista de 20 anos morre após colisão com ônibus na DF-280, na divisa com Goiás

Testemunhas disseram aos bombeiros que o ônibus passou por cima do jovem depois da batida, em Água Quente. As causas ainda não foram esclarecidas.

Por Redação F5 ao vivo
F5 ao vivo
Imagem ilustrativa.

Um motociclista de 20 anos morreu na noite da sexta-feira (30) depois de se envolver em um acidente com um ônibus na DF-280, na altura de Água Quente, região do Distrito Federal que faz divisa com o Entorno goiano.

Quem chegou primeiro foi o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO). O Corpo de Bombeiros do DF e a Polícia Militar do DF também foram chamados para a ocorrência.

O que se sabe do acidente

Segundo os bombeiros, o jovem tinha ferimentos muito graves quando as equipes chegaram. Os socorristas começaram a reanimação cardiopulmonar, mas ele não resistiu e o atendimento foi encerrado no local.

Testemunhas contaram aos militares que, depois da batida, o ônibus passou por cima do tórax do motociclista. O Corpo de Bombeiros informou que o atropelamento aconteceu logo em seguida à colisão na pista.

Como a batida começou ainda não foi esclarecido. O nome da vítima não foi divulgado até a publicação desta notícia.

A moto no topo das mortes

O caso entra numa conta que cresce. Pelos dados do Detran-DF, as mortes de motociclistas no Distrito Federal subiram de 74 em 2024 para 104 em 2025, alta de cerca de 40% em um ano.

No país, o Atlas da Violência 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Ipea, contou 37.150 mortes no transporte terrestre em 2024. Desse total, 15.459 envolveram motocicletas, mais de 40% dos óbitos na maioria dos estados.

Para quem passa pela DF-280

O trecho de Água Quente fica colado ao Entorno goiano, tanto que o primeiro socorro veio dos bombeiros de Goiás. No feriadão de Finados, com movimento maior nas estradas, a recomendação das autoridades de trânsito é a de sempre: velocidade baixa, distância do veículo da frente e atenção redobrada à noite.

Análise F5 ao vivo

Um jovem de 20 anos morto numa rodovia de divisa não deveria virar só mais um número. Mas é exatamente isso que os dados mostram: a moto virou o principal caminho de morte no trânsito brasileiro, e o DF viu esse número saltar 40% em um ano.

Quem mora no Entorno depende da moto para chegar ao trabalho porque o transporte coletivo entre Goiás e o DF não dá conta. A estrada é a mesma para a moto e para o ônibus, e quem leva a pior é sempre o mais frágil.

Cabe à polícia esclarecer como a batida aconteceu. Cabe aos dois governos, de Goiás e do DF, olhar para as rodovias de divisa como problema comum: iluminação, fiscalização e faixa segura não podem parar na placa que separa os estados.

Fontes: Metrópoles, Diário Goianiense, Sou Brasília (dados do Detran-DF), Correio da Manhã (Atlas da Violência 2026). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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