Kaká entra para o Hall da Fama do Milan e chora com a homenagem da torcida no San Siro
Antes do clássico contra a Inter, o brasileiro recebeu a honraria no gramado, foi aplaudido de pé pelo estádio inteiro e repetiu o gesto de sempre: os braços para o céu.

Kaká voltou ao San Siro neste sábado (31) e não segurou o choro. Antes do clássico entre Milan e Inter, pela 10ª rodada do Campeonato Italiano, o brasileiro recebeu no centro do gramado a placa de entrada no Hall da Fama do clube.
O estádio inteiro se levantou para aplaudir. Depois da cerimônia, ele foi até a Curva Sul, o setor da torcida organizada rubro-negra, para agradecer. Ao sair de campo, ergueu os dois braços para o céu, o mesmo gesto que fazia a cada gol nos tempos de Milan.
"É muito difícil colocar em palavras o que eu sinto aqui no San Siro com a torcida do Milan"
Kaká, ao receber a homenagem
Escolhido pela torcida
A entrada de Kaká foi definida numa votação mundial entre os torcedores do Milan e anunciada em abril, na categoria de melhores meio-campistas da história do clube. Entraram com ele o holandês Ruud Gullit, homenageado em abril antes do jogo com a Juventus, e Carlo Ancelotti, hoje técnico da seleção brasileira, que brilhou no Milan como jogador e como treinador.
Kaká, de 44 anos, jogou no Milan de 2003 a 2009 e voltou para mais uma temporada em 2013/14. Na primeira passagem ganhou cinco títulos: o Italiano de 2003/04, a Supercopa da Itália de 2004, a Liga dos Campeões de 2006/07, a Supercopa da Uefa de 2007 e o Mundial de Clubes de 2007.
Em 2007 ele também levou a Bola de Ouro e o prêmio de melhor do mundo da Fifa. Até hoje é o último jogador do Milan eleito o melhor do planeta.
A fé que ele nunca escondeu
Evangélico, Kaká sempre fez da fé parte da carreira. Na final da Liga dos Campeões de 2007, em Atenas, contra o Liverpool, comemorou o título com a camiseta "I belong to Jesus" (Eu pertenço a Jesus) por baixo do uniforme. Os braços apontados para o alto, repetidos neste sábado, viraram a marca dele em campo.
Derby com cara de Kaká
Depois da festa, o Milan venceu a Inter por 3 a 1, com gols de Pulisic, Rabiot e Diego Moreira, que usa a camisa 22 que ficou famosa com o brasileiro. Em entrevista à DAZN, Kaká elogiou Modric, a quem chamou de amigo, e disse que gostaria de ver brasileiros de novo no Milan.
Análise F5 ao vivo
Kaká é raro no futebol de hoje: chegou ao topo do mundo e nunca precisou esconder em quem acredita para ser respeitado. A torcida de um dos maiores clubes da Europa aplaudiu de pé um homem que sempre disse de onde vinha a força dele.
Quase 20 anos depois da Bola de Ouro, o gesto dos braços para o céu continua sendo a imagem que o San Siro guarda dele. Para muitos jovens atletas cristãos no Brasil, ele segue como prova de que fé e alto rendimento andam juntos.
Fontes: ge, Tuttomercatoweb, Football Italia, AC Milan, Corriere dello Sport. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






