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Igreja no Noroeste, em Brasília, é pichada com "Deus é gay" e "fascistas" depois do 2º turno

O pastor Wilbert Batista registrou boletim de ocorrência e fala em perseguição à fé cristã. Os autores ainda não foram identificados. É o terceiro ataque a templo noticiado em pouco mais de duas semanas.

Por Redação F5 ao vivo
F5 ao vivo
Imagem ilustrativa.

A igreja evangélica Núcleo da Fé Noroeste, no bairro Noroeste, em Brasília (DF), teve as paredes pichadas com mensagens contra a fé cristã depois do segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). Entre as frases escritas no templo estavam "Deus é gay" e "fascistas".

Quem tornou o caso público foi o próprio pastor da igreja, Wilbert Batista, num vídeo publicado no Instagram na terça-feira (27). Segundo ele, a congregação já registrou ocorrência na delegacia e quer que os responsáveis sejam identificados e respondam pelo que fizeram. Até a publicação desta notícia, os autores não tinham sido identificados.

O que disse o pastor

No texto que acompanha o vídeo, o pastor descreve a pichação como uma agressão àquilo que a igreja tem de mais precioso, a fé, e diz que a comunidade recebeu o ataque com profunda indignação.

"O respeito à liberdade religiosa precisa valer também para os cristãos."

Wilbert Batista, pastor da Núcleo da Fé Noroeste

Ele também deixou claro que a resposta da igreja não será violenta. No vídeo, afirma que a congregação é um povo pacífico e que não vai revidar, mas que pretende se defender pelos meios legais e cobrar uma investigação rigorosa. O pastor citou Romanos 8, sobre nada separar os cristãos do amor de Deus, e Mateus 16:18, sobre as portas do inferno não prevalecerem contra a igreja.

"Nossa resposta será firme, dentro da lei e com a fé de pé."

Wilbert Batista, no Instagram

O que diz a lei

A Constituição garante, no artigo 5º, inciso VI, a liberdade de crença e a proteção aos locais de culto. O Código Penal, no artigo 208, pune quem perturba culto religioso ou vilipendia publicamente ato ou objeto de culto, com detenção de um mês a um ano ou multa. A pichação de imóvel também é crime ambiental pelo artigo 65 da Lei 9.605, de 1998.

Outros ataques a templos em outubro

O caso de Brasília não está sozinho. No dia 13, o muro de uma Assembleia de Deus Belém em Dourados (MS) amanheceu com a frase "morram cristãos", e o Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul falou em ataque a toda a comunidade cristã. No dia 19, a PM prendeu em Morrinhos (GO) um homem suspeito de depredar três igrejas católicas em Caldas Novas; segundo a polícia, ele confessou e disse ser contra a Igreja Católica por ela venerar santos.

Análise F5 ao vivo

Pichar "fascistas" na parede de uma igreja horas depois de uma eleição diz muito sobre o clima do país. Alguém olhou para um templo e enxergou um inimigo político, não um lugar onde gente se reúne para orar. A divergência eleitoral é legítima. Transformar a fé do vizinho em alvo não é.

O pastor fez o certo: boletim de ocorrência, cobrança de investigação e nenhuma palavra de revide. Agora a resposta precisa vir da Polícia Civil do Distrito Federal. Dourados, Caldas Novas e Brasília em pouco mais de duas semanas mostram que esses casos não podem ser tratados como vandalismo qualquer, que some na gaveta. O artigo 208 do Código Penal existe justamente para isso.

Fontes: Guiame, Pastor Wilbert Batista, no Instagram (@ibi_batista), F5 ao vivo: igreja pichada em Dourados (MS), F5 ao vivo: igrejas depredadas em Caldas Novas (GO). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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