Chuva segue em Goiás e no DF; veja os sinais de que a cabeça d'água está chegando
Cimehgo vê risco de tempestade em 127 cidades goianas nesta terça. Depois da morte na Cachoeira do Monjolo, bombeiros listam os quatro avisos que o rio dá antes de subir.

A semana começou com calor forte e pancadas de chuva espalhadas por Goiás e pelo Distrito Federal. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), 127 municípios goianos têm risco de tempestade nesta terça-feira (3), com chuva forte em pontos isolados, raios e rajadas de vento acima de 50 km/h.
É justamente nesse tipo de tempo, com sol pela manhã e temporal no fim da tarde, que rios e cachoeiras ficam mais perigosos. A chuva pode cair longe de quem está tomando banho e, minutos depois, descer pelo leito do rio de uma vez.
Como fica o tempo em Goiás
Em Goiânia, a máxima pode chegar a 34°C, com umidade entre 45% e 95%. A manhã deve ter sol e nuvens, e a chuva com trovoadas aparece à tarde, seguindo localizada à noite, com intensidade que muda de bairro para bairro. Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade e Goianira têm previsão parecida.
No Norte do estado, os termômetros podem marcar até 37°C, e no Oeste, até 36°C. No Sul e no Sudoeste, as pancadas podem somar até 15 milímetros em algumas cidades. O calor continua nos próximos dias, alternando sol e chuva, e uma nova frente fria se aproxima no fim de semana, o que pode trazer chuva mais espalhada pelo estado.
No DF, chuva até sexta
Para o Distrito Federal, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê pancadas isoladas e trovoadas de terça a sexta-feira (6). A mínima fica perto de 20°C e a máxima vai de 31°C, nesta terça e na quarta, a 34°C na quinta e na sexta. Na sexta, a umidade pode chegar a 100%.
O Inmet também avisa que, de novembro a janeiro, o El Niño aumenta a chance de chuva acima da média em partes do Centro-Oeste.
A morte na Cachoeira do Monjolo
O alerta ganhou peso depois do caso da Cachoeira do Monjolo, no Recanto das Emas, no DF. A diarista Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, moradora do Riacho Fundo, foi arrastada por uma cabeça d'água enquanto tomava banho no domingo (1º). As buscas pararam à noite por causa do tempo, e o corpo foi achado na segunda-feira (2), por volta das 11h30, com ajuda de cães farejadores, numa área de difícil acesso. Segundo a família, era a primeira vez que ela ia àquela cachoeira.
Os quatro sinais de perigo
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal lista os avisos que o rio dá antes de a água subir:
- o tempo fecha e começa a chover na região;
- o nível da água sobe;
- galhos e folhas passam a descer na correnteza;
- a água fica mais barrenta.
Ao notar qualquer um deles, a orientação é sair da água na hora e subir para um ponto alto. Os bombeiros também pedem que ninguém entre na correnteza para tentar salvar outra pessoa: se for seguro, estenda uma corda ou um galho e ligue para o 193.
Jamais, em tempos chuvosos, frequente cachoeiras ou rios
Tenente Iranildo, Corpo de Bombeiros do DF
Na cidade, outros cuidados
Com tempestade e vento forte, a recomendação é não ficar debaixo de árvore, não atravessar rua alagada ou enxurrada, não estacionar perto de árvores ou estruturas instáveis e manter distância de fio elétrico caído. Durante os raios, procure abrigo em local fechado.
Análise F5 ao vivo
Goiás vive de cachoeira. Chapada dos Veadeiros, Pirenópolis, Caldas Novas e o Entorno do DF recebem gente todo fim de semana. A temporada de chuva chegou junto, e ela muda as regras do passeio.
A cabeça d'água não avisa com sirene. Avisa com água turva, folha descendo e nuvem preta lá na cabeceira. Quem conhece os quatro sinais tem tempo de sair. Quem não conhece costuma achar que está tudo bem porque o sol ainda está aberto onde está.
Com frente fria prevista para o fim de semana e um El Niño que pode trazer chuva acima da média até janeiro, a melhor decisão é simples: em dia de temporal, cachoeira fica para outro dia.
Fontes: Portal Democrata (previsão do Cimehgo para Goiás), Metrópoles (previsão do Inmet para o DF), Metrópoles (sinais de cabeça d'água, CBMDF). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.





