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Igreja Católica chega a 1,42 bilhão de fiéis e África já passa a Europa, mostra Vaticano

Levantamento da agência Fides, divulgado para o centenário do Dia Mundial das Missões, mostra 16,7 milhões de católicos a mais e o primeiro aumento de padres em cinco anos.

Por Redação F5 ao vivo
Papa Leão XIV cumprimenta peregrinos na Abadia de Montserrat, na Espanha, em junho de 2026
Papa Leão XIV cumprimenta peregrinos na Abadia de Montserrat, na Espanha, em junho de 2026 Foto: Sergio López Prieto (CC BY-SA 4.0)

A Igreja Católica tem hoje 1.422.144.000 fiéis no mundo, 16,69 milhões a mais que no levantamento anterior. Os números são da agência Fides, ligada ao Vaticano, que publicou o retrato anual da Igreja na véspera do Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo (18) pela centésima vez.

Os católicos seguem sendo 17,8% da população do planeta, a mesma fatia do ano anterior. O crescimento aconteceu em todos os continentes, mas a maior parte veio da África, que ganhou 7,58 milhões de fiéis, e das Américas, com 6,99 milhões a mais.

África já tem mais católicos que a Europa

Com o avanço, a África soma 288,3 milhões de católicos e passou a Europa, que tem 287,2 milhões. As Américas continuam muito à frente, com 678,9 milhões de fiéis, o equivalente a 64% da população do continente. A Ásia tem 156,2 milhões e a Oceania, 11,6 milhões.

Os dados de população e de batismos são de 30 de junho de 2024. Os demais números, como os de padres e escolas, são de 31 de dezembro de 2024, e todas as comparações são com o ano anterior. A base é o Anuário Estatístico da Igreja publicado em 2026.

Padres voltam a crescer, freiras diminuem

O número de padres subiu para 407.421, 425 a mais. Segundo a Fides, é a primeira alta em cinco anos. A África ganhou 1.676 sacerdotes e a Ásia, 1.065, enquanto a Europa perdeu 2.483. Cada padre atende, em média, 3.491 católicos. Os bispos são 5.525, e os diáconos permanentes, 52.102.

O quadro é outro entre as religiosas. As freiras são 580.131, uma queda de 9.292 em um ano, puxada por Europa e Américas. Os seminaristas maiores também caíram, para 103.604. A África foi o único continente onde cresceram as duas coisas: freiras e seminaristas.

Leigos sustentam a missão

O levantamento mostra que a missão depende cada vez mais de quem não é padre. Os missionários leigos chegaram a 463.079, alta de 18.473, quase toda nas Américas. Os catequistas são 2,89 milhões. Das 111.602 estações missionárias, só 4.187 têm padre morando no local.

A Igreja mantém ainda 5.397 hospitais, 13.646 ambulatórios, 8.138 orfanatos e 16.263 casas para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência. Nas escolas primárias católicas estudam 36,3 milhões de alunos, mais da metade deles na África.

Cem anos de Dia das Missões

A data foi criada em 1926, no pontificado de Pio XI, conhecido como o papa das missões. Para o centenário, o papa Leão XIV escolheu o tema "Um em Cristo, unidos na missão". Na mensagem para a data, ele escreveu que "a unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade".

Análise F5 ao vivo

Os números desmontam a ideia de que o cristianismo está acabando. Ele está mudando de endereço. A Europa, que mandou missionários para o mundo por séculos, perde padres e freiras todo ano. A África, que recebeu esses missionários, agora tem mais católicos que ela e é o único continente onde as vocações crescem.

Para o Brasil, o recado mais útil está nos leigos. Quase todo o aumento de missionários leigos veio das Américas, e mais de 107 mil estações missionárias no mundo funcionam sem padre fixo. Quem sustenta a fé nesses lugares é o catequista, a família e o voluntário. Vale para católicos e evangélicos: igreja que cresce é igreja em que o membro comum assume a missão.

Fontes: Agência Fides: Catholic Church Statistics 2026, Vatican News: estatísticas da Igreja Católica, Vatican News: 100 anos do Dia Mundial das Missões. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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