Nikolas rebate Alcolumbre e diz que jamais vai pedir licença a senador para ir ao Amapá
Presidente do Senado reclamou de políticos que vão ao estado dele para ofendê-lo. Deputado respondeu que o ato em Macapá foi pacífico e cobrou os pedidos de impeachment contra ministros do STF.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu nesta quinta-feira (5) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em vídeo nas redes sociais, ele defendeu o ato que organizou em Macapá e disse que cobrar o senador em público não é ofensa nem ameaça.
O que disse Alcolumbre
Na quarta-feira (4), em discurso no plenário, Alcolumbre reclamou das ofensas que diz ter recebido durante a campanha. Sem citar nomes, falou de lideranças que saem de outro estado para atacá-lo no Amapá, o seu reduto eleitoral.
As coisas estão impossíveis no Brasil
Davi Alcolumbre, presidente do Senado
A referência era a manifestação de 13 de setembro, na Concha do Araxá, em Macapá. O ato pedia que o Senado desse andamento aos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A resposta de Nikolas
No vídeo, o deputado disse que o protesto foi pacífico e que o povo foi às ruas cobrar uma tarefa que a Constituição dá ao Senado. Ele também perguntou por que o senador nunca mostrou a mesma indignação com os problemas do próprio estado.
Eu jamais vou pedir licença a nenhum senador para entrar no Estado do Amapá
Nikolas Ferreira, deputado federal
Nikolas criticou ainda a retirada da redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança e a recusa de Alcolumbre em analisar os pedidos de impeachment de ministros do Supremo.
A disputa de fevereiro
O deputado ligou a briga à eleição para a presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, e disse esperar a troca no comando da Casa. Alcolumbre tenta a reeleição. Pela oposição, Rogério Marinho (PL-RN) articula uma candidatura, e Tereza Cristina (PP-MS) mantém o nome na disputa, segundo a CNN Brasil.
Análise F5 ao vivo
Ir a um estado e cobrar em praça pública o presidente do Senado é direito garantido. A Constituição assegura a reunião pacífica em local aberto ao público (art. 5º, XVI) e a livre manifestação do pensamento (art. 5º, IV). Tratar cobrança como agressão é inverter os papéis: quem ocupa a cadeira deve explicação a quem paga a conta.
E a cobrança tem endereço certo. Processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade é competência privativa do Senado (art. 52, II), e a Lei 1.079/1950 permite que qualquer cidadão apresente a denúncia. Engavetar os pedidos sem decisão nenhuma também é uma escolha política, e ela pesa na conta de quem preside a Casa.
A eleição de fevereiro vai dizer se os senadores querem continuar nesse caminho. Nikolas acaba de ser reeleito e promete seguir cobrando. Agora é a vez de o Senado mostrar se ouviu a rua.
Fontes: CNN Brasil, Metrópoles, Revista Oeste. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






