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Ao vivo Lula reúne Haddad, Mantega e economistas por quatro horas no Alvorada e sai sem medida fiscal
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Lula reúne Haddad, Mantega e economistas por quatro horas no Alvorada e sai sem medida fiscal

Encontro fora da agenda, um dia depois de o BC travar a Selic em 13,75%, terminou só com diagnóstico. Durigan diz que propostas ficam para a volta de Lula da viagem ao exterior.

Por Redação F5 ao vivo
Palácio da Alvorada, em Brasília, onde Lula reuniu ministros e economistas nesta quinta
Palácio da Alvorada, em Brasília, onde Lula reuniu ministros e economistas nesta quinta Foto: Arne Müseler (CC BY-SA 3.0 de)

O presidente Lula (PT) passou cerca de quatro horas desta quinta-feira (5) reunido com ministros, ex-ministros da Fazenda e economistas no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro não constava da agenda oficial e terminou sem nenhuma medida anunciada para as contas públicas.

A reunião foi marcada um dia depois de o Copom, comitê do Banco Central, interromper a sequência de cortes que vinha desde março e manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e já era esperada pelo mercado, mas recebeu críticas de petistas.

Quem estava na mesa

Segundo a lista divulgada pela imprensa, participaram:

  • o vice-presidente Geraldo Alckmin
  • o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ex-ministro Fernando Haddad
  • os ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão)
  • o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o ex-presidente do banco Luciano Coutinho
  • o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e os economistas Laura Carvalho e Eduardo Moreira

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não participou. Auxiliares atribuíram a ausência ao período de silêncio do Copom, em que a diretoria do BC fica proibida de comentar juros e economia em público.

Diagnóstico, não decisão

Na saída, Durigan disse que não houve discussão de medida específica de ajuste fiscal. O ministro citou como pontos positivos o desemprego na mínima histórica e a inflação sob controle. Do outro lado, apontou os juros, os conflitos no Oriente e o peso dos combustíveis no custo de vida.

"Não tratamos de medidas, tratamos de diagnóstico."

Dario Durigan, ministro da Fazenda

Segundo o ministro, o governo vai ouvir outros setores e afunilar propostas para levar a Lula quando ele voltar da viagem ao exterior. O presidente embarca na segunda-feira (9) para a Turquia, onde participa da COP31. Integrantes do governo disseram que esta foi a primeira de uma série de rodadas, que deve incluir outros economistas e empresários.

O que o mercado espera

Duas definições continuam em aberto. A primeira é o tamanho do ajuste: a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê superávit de 0,5% do PIB em 2027, e uma das ideias mais avançadas no governo é ampliar a capacidade de contingenciar gastos. A segunda é o nome do ministro da Fazenda do novo mandato. Estão entre os cotados o governador do Piauí, Rafael Fonteles, que não foi à reunião, o próprio Alckmin e a permanência de Durigan. A escolha só deve sair na segunda quinzena de novembro.

Antes disso, Lula gravou um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para domingo (8). Segundo interlocutores, ele deve falar da preocupação com a dívida pública, mas sem anúncio de medida concreta.

Análise F5 ao vivo

O mercado esperava um sinal sobre gasto público e recebeu uma mesa com Guido Mantega, o ministro da Fazenda da época da nova matriz econômica que terminou em recessão. Chamar quem defende mais gasto para discutir ajuste diz muito sobre a direção que o Planalto considera. A ausência de quem cuida dos juros, ainda que por regra do Copom, completou o quadro.

Quatro horas de conversa para sair com "diagnóstico" não acalmam quem empresta dinheiro ao governo. O BC parou de cortar os juros justamente porque não vê compromisso firme com as contas. Enquanto a Fazenda não tiver dono e o ajuste não tiver número, a conta da indefinição continua caindo na Selic, e quem paga é o brasileiro que financia carro, casa e cartão.

Fontes: InfoMoney / O Globo, O Tempo, CNN Brasil, Diário do Grande ABC / Estadão Conteúdo, Mix Vale. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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