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Cinco anos sem Marília Mendonça: o legado da goiana e o pedido da mãe aos fãs

A cantora de Cristianópolis morreu em 5 de novembro de 2021. Na data, Dona Ruth pediu que os fãs homenageiem sem postar imagens do acidente e do velório.

Por Redação F5 ao vivo
Marília Mendonça canta em show em 2017
Marília Mendonça em show em 2017 Foto: Renato Cipriano (CC BY-SA 4.0)

A morte de Marília Mendonça completa cinco anos nesta quinta-feira (5). A cantora goiana tinha 26 anos quando o avião bimotor que a levava de Goiânia para um show em Caratinga (MG) bateu em cabos de alta tensão e caiu numa cachoeira em Piedade de Caratinga, na tarde de 5 de novembro de 2021.

Além dela, morreram o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o produtor Henrique Ribeiro, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. A aeronave era da PEC Táxi Aéreo. O velório reuniu milhares de pessoas no Ginásio Goiânia, e o sepultamento foi no Parque Memorial, na capital.

O pedido de Dona Ruth

Dias antes da data, a mãe da cantora, Ruth Moreira, gravou um vídeo nas redes sociais com um apelo aos fãs: que as homenagens não usem imagens do acidente nem do velório. Ela disse acreditar que ninguém faz isso por mal, mas contou que essas cenas ferem a família, que já sofre mais com a proximidade do dia 5.

É um pedido de uma mãe

Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, em vídeo nas redes sociais

Em entrevista à TV Anhanguera, segundo o Terra, Dona Ruth descreveu a ausência da filha como a pior dor que alguém pode passar. Ela segue em Goiânia, onde guarda objetos e lembranças da cantora.

As homenagens desta quinta

A amiga e parceira Maiara, da dupla com Maraisa, publicou uma carta aberta na página oficial de Marília. No texto, disse que a sertaneja segue presente em tudo e falou do crescimento de Léo, filho de Marília com o cantor Murilo Huff, que hoje tem 6 anos. As três gravaram juntas o projeto Patroas.

De Cristianópolis para o país

Marília nasceu em Cristianópolis, no sudeste goiano, em 22 de julho de 1995, e começou como compositora ainda adolescente. Antes de subir ao palco como intérprete, já tinha 331 músicas registradas no Ecad, 152 delas gravadas por outros artistas, como Jorge e Mateus, Wesley Safadão e Cristiano Araújo.

Como cantora, estourou com Infiel, ganhou o Grammy Latino e liderou a lista de artistas mais ouvidos do Spotify no Brasil em 2019 e 2020, com bilhões de reproduções. Em 2020, sua live no YouTube chegou a 3,31 milhões de pessoas assistindo ao mesmo tempo, recorde da plataforma para uma transmissão musical.

Análise F5 ao vivo

Marília Mendonça é o maior nome que Goiás deu à música nesta geração. Uma menina de uma cidade pequena do interior, que escrevia sucesso para os outros antes de cantar os próprios, e que levou a sofrência goiana para o topo das paradas do país inteiro.

O pedido de Dona Ruth merece ser ouvido. Homenagem boa é tocar as músicas, contar a história e lembrar da artista viva, rindo no palco. Repostar a cena do acidente não honra ninguém e machuca quem ficou. Cinco anos depois, o melhor jeito de lembrar a Marília é com a voz dela.

Fontes: Terra, Itatiaia, O Povo. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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