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Suspeito de matar a companheira atropelada por caminhão em Aparecida se apresenta à polícia

Homem foi à Deam com advogada dois dias depois da morte de Larissa Pereira Macêdo, no Cidade Vera Cruz. Caso passou ao Grupo de Homicídios, que espera os laudos.

Por Redação F5 ao vivo
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Imagem ilustrativa.

O homem apontado como o motorista do caminhão que atingiu e matou Larissa Pereira Macêdo em Aparecida de Goiânia se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (3). Ele foi por conta própria à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) da cidade, acompanhado de uma advogada.

A apresentação aconteceu dois dias depois do crime. Até a noite de terça, a polícia não tinha informado se ele ficou preso ou foi ouvido e liberado. O nome do suspeito não foi divulgado.

O que aconteceu no domingo

Larissa morreu por volta das 19h20 de domingo (1º), na Rua H-143, no bairro Cidade Vera Cruz I, perto do Anel Viário. A idade dela aparece como 32 anos em parte da imprensa e como 34 em outra parte.

Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Militar, o casal tinha acabado de voltar de uma confraternização e começou a discutir. Depois da briga, o homem teria entrado no caminhão, um basculante, e jogado o veículo contra a mulher. Ela teria tentado se segurar na grade da frente com o caminhão em movimento, caiu e foi atingida pelas rodas. O motorista deixou o local sem prestar socorro.

Uma equipe de suporte avançado do Samu chegou à rua, mas o médico só pôde confirmar a morte.

A filha de 8 anos

A filha de Larissa, de 8 anos, foi encontrada por vizinhos chorando e chamando pela mãe. Pelos relatos repassados à polícia, a menina viu o companheiro da mãe dar três socos no rosto dela dentro de casa, pouco antes do atropelamento. Moradores também contaram que o relacionamento já tinha episódios de agressão.

O que acontece agora

O caso foi registrado primeiro como morte no trânsito e depois passou a ser tratado como possível feminicídio, quando surgiram as informações sobre as agressões. A investigação saiu da Deam e foi para o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida.

A polícia pediu perícia e espera os laudos para fechar a dinâmica do crime e decidir se o caso fica como feminicídio ou acidente de trânsito. A principal linha de investigação, segundo os depoimentos colhidos até aqui, é a de que o atropelamento foi de propósito.

Números de Goiás

Goiás já registrou 62 feminicídios em 2026, segundo levantamento divulgado nesta semana. É mais do que os 60 casos de todo o ano de 2025, com quase dois meses ainda pela frente.

Análise F5 ao vivo

Uma menina de 8 anos viu a mãe apanhar e, minutos depois, ficou sozinha na rua chamando por ela. Esse é o retrato que os laudos precisam esclarecer com rapidez, porque a família e a vizinhança do Cidade Vera Cruz merecem saber logo se houve crime e quem vai responder por ele.

Se apresentar com advogada é um direito, e a investigação tem de seguir o rito. Mas o que as testemunhas contaram, agressão antes e fuga sem socorro depois, pesa. Goiás passou a marca do ano inteiro de 2025 em feminicídios antes de novembro, e cada caso que demora a ser resolvido manda o recado errado para quem agride.

Quem vê ou ouve violência contra mulher pode ligar 190 na hora ou denunciar pelo 180, de graça e sem se identificar.

Fontes: Metrópoles, O Hoje, Goiás em Foco, Metrópoles (feminicídios em Goiás). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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