Temporal alaga túnel do Anhangabaú, invade estações do metrô e leva SP a 1.017 km de lentidão
A Sé recebeu 48,5 mm de chuva nesta quarta. Os Bombeiros tiraram quatro pessoas do túnel, uma pensão desabou em parte no Bixiga e a Prefeitura suspendeu o rodízio das 17h às 20h.

A chuva forte da tarde desta quarta-feira (14) parou o centro de São Paulo. O túnel do Vale do Anhangabaú ficou inundado com carros dentro, estações da Linha 1-Azul do metrô tiveram água descendo pelas escadas e pelo teto, e a cidade fechou o começo da noite com 1.017 km de lentidão, segundo a CET.
Por volta das 15h, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura colocou toda a capital em estado de atenção para alagamentos. Às 16h30, a subprefeitura da Vila Mariana passou para estado de alerta. Os dois avisos foram encerrados às 17h.
Túnel do Anhangabaú
O túnel que passa sob o Vale do Anhangabaú encheu de água e prendeu motoristas. Houve gente subindo no teto dos carros para esperar o socorro. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas viaturas atenderam a ocorrência e quatro pessoas foram retiradas do local. Por volta das 17h40, a corporação informou que a água já tinha escoado. O acesso ao túnel foi interditado.
Quanto choveu
O maior volume medido pelo CGE foi na estação da Sé, com 48,5 mm. Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, teve 21,5 mm, e Vila Madalena, na zona oeste, 12 mm. O vento também assustou: no aeroporto de Congonhas, uma rajada chegou a 88,9 km/h às 16h44.
Entre 15h e 18h, os Bombeiros receberam 17 chamados por enchente, 11 por queda de árvore e 4 por desabamento. No balanço das 17h20, o CGE contava 16 pontos de alagamento ao longo do dia, com a região central como a mais atingida. Glicério, Avenida Santos Dumont, Avenida Santo Amaro, Avenida Ricardo Jafet e Avenida Ibirapuera estiveram na lista.
Metrô, árvore e pensão
Na estação Japão-Liberdade, a água desceu pela escada da entrada como uma cachoeira. Na Paraíso, passageiros registraram água pingando do teto. Pelo site do Metrô, a Linha 1-Azul e as demais seguiram operando normalmente.
Na Bela Vista, uma árvore caiu sobre dois carros na Rua Plínio Figueiredo. No Bixiga, parte de uma pensão na Rua Conselheiro Ramalho desabou durante o temporal. Uma moradora estava em um dos cômodos atingidos e conseguiu sair a tempo. A Defesa Civil interditou o imóvel. Moradores relataram uma obra com escavação no terreno vizinho, mas a causa do desabamento ainda vai ser apurada.
Rodízio suspenso e o que vem por aí
Para aliviar o trânsito, a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos das 17h às 20h. A lentidão de 1.017 km foi registrada por volta das 18h30. O pior número do ano tinha sido 1.690 km, em 24 de junho, dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Segundo o CGE, a chuva veio da entrada da brisa marítima somada ao calor e às áreas de instabilidade que chegaram do interior. A Defesa Civil mantém alerta para chuva forte, raios e rajadas de vento no estado até quinta-feira (15).
Análise F5 ao vivo
Bastaram 48 mm na Sé para o centro de São Paulo virar piscina. Túnel com carro boiando, escada de metrô virando cachoeira e quatro pessoas resgatadas mostram que a cidade continua sem resposta para a chuva de primavera, que chega todo ano na mesma época.
O alerta da Defesa Civil já valia desde terça. Mesmo assim, o túnel do Anhangabaú encheu com motoristas dentro. Um ponto que alaga sempre deveria ter bloqueio preventivo quando o CGE sobe o nível de atenção, e não só a interdição depois que a água já entrou.
Para quem mora na cidade, a dica prática é acompanhar os avisos do CGE e da Defesa Civil (SMS 40199, com o CEP) e evitar túneis e baixadas quando o alerta sair. O F5 ao vivo segue acompanhando a chuva desta semana.
Fontes: Poder360, Revista Oeste, Metrópoles, Diário do Grande ABC (Estadão Conteúdo), Diário do Grande ABC, CGE da Prefeitura de São Paulo. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.




