Ladrões entram pelo forro em agência da Caixa em São Bernardo e esvaziam cofres
O grupo abriu um buraco nos fundos do prédio, rendeu o funcionário que abastecia os caixas eletrônicos e fugiu num Palio cinza. Ninguém foi preso.

Um grupo armado assaltou uma agência da Caixa Econômica Federal na tarde desta sexta-feira (6) em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A agência fica na avenida do Taboão, no bairro de mesmo nome. Segundo a Polícia Militar, os criminosos chegaram aos cofres sem passar pela porta da frente.
Como a quadrilha entrou
De acordo com a PM, o grupo abriu um buraco na parte de trás do prédio e subiu para o forro. Por cima do teto, os homens se deslocaram até o interior da agência e desceram lá dentro.
Lá, renderam um funcionário que fazia o abastecimento dos caixas eletrônicos. Sob ameaça, ele foi obrigado a abrir os cofres. Os ladrões pegaram o dinheiro e saíram pelo mesmo caminho por onde entraram. Os policiais acharam uma escada nos fundos do imóvel.
A fuga
O chamado chegou à PM às 13h51. Viaturas e o helicóptero Águia foram mandados para o bairro, mas quando as equipes chegaram o roubo já tinha terminado. Os suspeitos fugiram num Fiat Palio cinza.
Câmeras de segurança da região mostram o carro passando por ruas da Vila Santa Luzia, bairro vizinho, segundo a PM. A polícia tenta reunir outras imagens para refazer o trajeto do grupo. Até a noite desta sexta, ninguém tinha sido identificado nem preso.
Não houve sequestro e não há informação de feridos. Os funcionários foram levados à delegacia para registrar a ocorrência e prestar depoimento.
O que a Caixa diz
O banco não informou quanto foi levado. Em nota, a Caixa disse que repassa informações sobre crimes em suas unidades só às autoridades policiais e que coopera com a investigação.
Um crime que tinha sumido
O caso chama atenção pela raridade. Pelos dados da Secretaria da Segurança Pública, o estado de São Paulo não registrou nenhum roubo a banco de janeiro a setembro deste ano. Em todo o ano passado foram dois.
Análise F5 ao vivo
Roubo a banco tinha virado peça de museu em São Paulo: zero casos em nove meses, segundo a própria Secretaria da Segurança Pública. Por isso o assalto de São Bernardo acende um sinal. Não foi um golpe de oportunidade. Abrir parede, andar pelo forro e chegar na hora exata do abastecimento dos caixas exige planejamento e informação sobre a rotina da agência.
A investigação precisa responder rápido como o grupo sabia o momento certo e por que ninguém percebeu um buraco sendo aberto nos fundos de um banco em plena tarde. Se a quadrilha sair impune, a mensagem para quem pensa em copiar o método é péssima. Para quem mora e trabalha no Taboão, fica a pergunta simples: quem vigia os fundos?
Fontes: Metrópoles, Folhapress, via Jornal de Brasília, Cidade a Cidade. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.




