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Ao vivo PF acha sala secreta e máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz
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PF acha sala secreta e máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz

Porta blindada ficava atrás de um painel de madeira no Aeroporto de Brasília. Não havia dinheiro, e a PF quer saber se algo foi retirado antes. A defesa diz que é sala-cofre de transporte de valores.

Por Redação F5 ao vivo
Vista aérea do Aeroporto Internacional de Brasília
Aeroporto Internacional de Brasília, onde a PF achou a sala no hangar das empresas de Tomaz Foto: Geraldo Magela/Agência Senado (CC BY 2.0)

A Polícia Federal encontrou um cômodo escondido num hangar do Aeroporto de Brasília usado pelas empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). O achado foi revelado pelo Estadão na noite de quarta-feira (21) e confirmado por trechos do relatório da PF citados pela CNN Brasil, pela Jovem Pan e pelo Correio Braziliense.

O que havia atrás da parede

Segundo a PF, a porta do cômodo, aparentemente blindada, ficava atrás de um painel de madeira que imitava uma parede comum. Dentro, os agentes acharam estantes, malas e uma máquina de contar cédulas. Não havia dinheiro em espécie no local.

Os policiais chegaram ao espaço por uma denúncia anônima, durante as buscas de agosto da Operação Sem Desconto, que apura a fraude bilionária de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. A ordem de busca foi dada pelo ministro André Mendonça, do STF. A suspeita dos investigadores é que a sala servisse para guardar dinheiro vivo e outros bens. Por isso a PF pede que se apure se houve retirada de valores antes da chegada da equipe.

Na mesma operação, a PF apreendeu quatro aviões das empresas de Tomaz, copiou listas de passageiros e recolheu uma segunda máquina de contar dinheiro na casa do advogado. As listas estão em análise para identificar quem usava as aeronaves.

Por que Tomaz é investigado

Na Sem Desconto, Tomaz aparece como suspeito de dar estrutura financeira, patrimonial e logística a alvos do esquema. A fase de agosto apurava suspeita de ocultação de patrimônio em favor do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo a defesa, Weverton usava em caráter particular um dos aviões do advogado.

Um segundo inquérito, no STF desde 8 de outubro, investiga Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas com uso de casas de apostas, e também inclui Flávio Bolsonaro, por causa do foro de senador. Segundo a CNN Brasil, uma conta do advogado movimentou R$ 130 milhões entre março e maio do ano passado, valor que a PF considera incompatível com a atividade conhecida dele. Flávio e Tomaz dizem que são amigos, mas que não têm negócios juntos.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa de Tomaz confirmou que a sala e os equipamentos existem. Afirma que se trata de uma sala-cofre usada no atendimento a empresas de transporte de valores, clientes das empresas de aviação dele, e que malotes e contadoras de cédulas são comuns nessa atividade.

"Nenhuma quantia foi encontrada no local"

Defesa de Willer Tomaz, em nota

A nota chama de fantasiosa a ideia de que o espaço guardasse dinheiro de origem ilícita e acusa a PF de transformar equipamento de atividade lícita em suspeita criminal. Na quarta (21), o F5 mostrou outra frente que envolve o advogado: a cobrança pública do atacante Richarlison sobre a compra de uma ilha em Angra dos Reis.

Análise F5 ao vivo

Uma sala escondida atrás de painel falso, com máquina de contar dinheiro, num hangar de aviões apreendidos, pede explicação com documento. A defesa tem uma: transporte de valores é atividade legal e precisa de cofre. Se é isso, basta mostrar os contratos com as transportadoras, os registros de entrada e saída e a licença do espaço. A conversa termina rápido.

O outro lado também vale. Sala vazia não é prova de crime, e máquina de contar cédulas não condena ninguém. Investigação séria se prova com rastro de dinheiro, e não com a imagem de uma porta escondida. A pergunta que pesa sobre a PF é por que um achado de agosto chega à imprensa três dias antes do segundo turno, quando um dos investigados no inquérito vizinho disputa a Presidência. Quem vaza trecho de relatório em véspera de eleição precisa responder por isso tanto quanto quem é investigado.

Fontes: Correio Braziliense, CNN Brasil, Jovem Pan. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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