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Onde está Flávio Bolsonaro? Aliados falam em EUA, PF não tem registro e PT pede prisão

O senador perdeu o prazo das 11h para entregar os passaportes e está com o celular desligado. Aliados dão a saída como certa, a PF não registra a passagem e deputados do PT pediram a Moraes prisão e alerta da Interpol.

Por Redação F5 ao vivo
Flávio Bolsonaro e o advogado Frederick Wassef em entrevista no Senado, em 2021
Flávio Bolsonaro e o advogado Frederick Wassef em entrevista no Senado, em 2021 Foto: Agência Senado (CC BY 2.0)

O paradeiro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dominou as redes nesta terça-feira (27). Hashtags como #FlavioFugitivo e palavras como "Fugiu", "Exílio" e "Interpol" ficaram entre os assuntos mais comentados do X no Brasil durante a tarde. Até a publicação deste texto, não há confirmação oficial de que o senador deixou o país. O F5 separa abaixo o que está confirmado do que ainda é relato.

A linha do tempo

  • Domingo (25), à noite: o ministro Alexandre de Moraes, do STF, manda Flávio entregar os passaportes e o proíbe de sair do Brasil.
  • Segunda (26): a PF tenta intimar o senador. À tarde, ele se reúne com Rogério Marinho (PL-RN), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Guilherme Derrite (PL-SP). Fica combinado que as bancadas do PL iriam a Brasília acompanhar a entrega dos documentos na terça. Depois, segundo o Poder360, Flávio encontra o advogado Frederick Wassef.
  • Terça (27), madrugada: o jornal argentino Infobae publica, no condicional, que ele teria cruzado a fronteira e embarcado num jato em Puerto Iguazú. A migração e a Presidência da Argentina negam a entrada.
  • Terça, 11h: termina o prazo para entregar os passaportes. Os documentos não são entregues.
  • Terça, tarde: aliados passam a dar a saída como certa, e deputados do PT pedem a prisão preventiva ao STF.

O que está confirmado

Flávio não entregou os passaportes no prazo, segundo a Itatiaia e o Metrópoles. Segundo a Super Rádio Tupi, os documentos comum e diplomático já constam como cancelados, com aviso aos postos da PF.

A PF não tem registro de saída do senador pelos controles migratórios oficiais depois da eleição, segundo fontes da corporação ouvidas pela coluna de Matheus Leitão, no Metrópoles. A própria coluna ressalta que a falta de registro não prova que ele continua no Brasil.

O celular do senador está desligado desde o começo da manhã. Segundo o Poder360, um amigo falou com a mulher dele, Fernanda Bolsonaro, por volta das 7h, e ela disse apenas que Flávio estaria dormindo. O gabinete não comentou.

O que ainda é relato

Segundo o Poder360, aliados do PL dão como certo que ele deixou o país, e o principal indício que apontam é o prazo descumprido. O Terra, citando a Reuters, informa que um aliado e uma fonte do governo dos EUA confirmaram a viagem, e que uma terceira fonte disse que as duas filhas do senador faltaram à escola em Brasília nesta terça.

O deputado Maurício Marcon (PL-RS) escreveu no X, segundo a Revista Fórum, que Flávio está num exílio e seguirá como líder da oposição a partir de um país livre. Nenhum documento oficial confirmou até agora a chegada aos Estados Unidos.

O pedido do PT

Os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) e a deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) pediram a Moraes a prisão preventiva do senador e, se ela for decretada, a inclusão do nome dele na difusão vermelha da Interpol.

Ele tinha que ter entregue o passaporte, não entregou

Lindbergh Farias, deputado (PT-RJ)

O pedido também quer que a defesa informe o endereço atual de Flávio, que a PGR se manifeste com urgência e que a PF levante as passagens pela fronteira desde 25 de outubro, com reforço em Foz do Iguaçu. Se ele estiver no Brasil e a prisão não for considerada necessária, os deputados sugerem tornozeleira e recolhimento domiciliar. Moraes ainda não decidiu.

Análise F5 ao vivo

Até aqui, o único fato concreto contra Flávio é o prazo perdido. Todo o resto vem de aliados que falam sem dar o nome, de uma fonte estrangeira ouvida por agência e de um deputado no X. A PF, que controla as fronteiras, diz não ter registro. Quem afirma fuga como certeza está correndo na frente dos fatos, para um lado ou para o outro.

O silêncio do próprio senador também cobra preço. Um parlamentar com mandato até 2027 deve satisfação ao eleitor do Rio sobre onde está e por que não cumpriu a ordem, mesmo que discorde dela. Do outro lado, prisão preventiva pedida por deputados adversários não pode ser decidida sem ouvir antes a PGR: quem acusa no Brasil é o Ministério Público (art. 129 da Constituição), e o juiz não deve agir como parte (art. 3º-A do CPP).

O F5 atualiza assim que a PF, o STF ou o próprio Flávio se manifestarem.

Fontes: Poder360, Metrópoles (coluna Matheus Leitão), Itatiaia, Terra, Super Rádio Tupi, Revista Fórum, Poder360 (Argentina). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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