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Ao vivo Cidade cristã de Suqaylabiyah, na Síria, é atacada pela segunda vez no ano por grupo armado
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Cidade cristã de Suqaylabiyah, na Síria, é atacada pela segunda vez no ano por grupo armado

Homens de uma cidade vizinha invadiram a cidade à noite, saquearam lojas e casas e atiraram a esmo. Dois cristãos chegaram a ser presos junto com os agressores.

Por Redação F5 ao vivo
Paisagem nos arredores de Suqaylabiyah, na província de Hama, na Síria
Arredores de Suqaylabiyah, na província de Hama, na Síria, em foto de 2011 Foto: s.i.dahir (CC BY-SA 3.0)

A cidade de Suqaylabiyah, de maioria cristã ortodoxa, na província de Hama, no centro da Síria, foi atacada na noite de 3 de outubro por um grupo vindo de Qalaat al-Madiq, cidade sunita a cerca de 4 km ao norte. É a segunda vez neste ano que a cidade sofre um ataque desse tipo.

Segundo a Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização britânica que acompanha a liberdade religiosa, casas e lojas foram danificadas e saqueadas, e os invasores dispararam armas de fogo a esmo. Uma mulher alauíta teve ferimentos leves. Não houve registro de mortes.

Como começou

De acordo com a CSW, dois jovens de Qalaat al-Madiq tentaram intimidar um lojista em Suqaylabiyah. Os dois foram agredidos e fugiram. Horas depois, voltaram com um grupo maior e atacaram a cidade à noite.

Vídeos que circularam nas redes, citados pelo jornal The National, mostram uma fogueira no meio da rua e um grupo tentando arrombar uma loja.

Dois cristãos presos

A polícia chegou rápido e prendeu vários agressores. Também levou dois homens cristãos da cidade, que, segundo fontes da CSW, só foram soltos em 5 de outubro.

A TV estatal síria tratou o caso como uma briga entre jovens que terminou com o ataque a uma loja e disse que a calma voltou. O governo da província de Hama atribuiu a violência a uma "incitação sistemática" entre os grupos que formam o povo sírio.

A segunda vez em 2026

Em março, pouco antes da Páscoa, a cidade já tinha sido invadida por dezenas de homens em motocicletas, depois que dois jovens muçulmanos foram expulsos por assediar mulheres cristãs. Lojas, casas, carros e um santuário dedicado a Maria foram depredados. As igrejas católica, greco-ortodoxa e siríaco-ortodoxa cancelaram as celebrações públicas da Páscoa.

Suqaylabiyah tem hoje cerca de 16 mil moradores. Eram 20 mil em dezembro de 2024, quando caiu o regime de Bashar al-Assad, segundo o The National. Antes da guerra civil, em 2011, a Síria tinha cerca de 850 mil cristãos.

Os cristãos sírios não buscam o caos nem a vingança, mas não queremos que o nosso povo viva com medo

Fadi Sankari, padre ortodoxo de Suqaylabiyah

Alauítas também mortos

Na mesma semana, a CSW registrou dois ataques contra alauítas. Em 30 de setembro, sete trabalhadores do setor de petróleo e gás foram mortos a tiros num micro-ônibus perto da vila de Fahel, no interior de Homs. Em 4 de outubro, três jovens alauítas foram mortos perto de Beit Awad, no interior de Tartus.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, condenou a nova onda de violência sectária e pediu que a comunidade internacional pressione o governo sírio a combater o extremismo e o discurso de ódio.

Análise F5 ao vivo

Quando a vítima de um ataque vai presa junto com quem atacou, a mensagem para a minoria é clara: defender a própria rua tem preço. Os dois cristãos foram soltos, mas a prisão já cumpriu o papel de intimidar.

Chamar de briga de jovens um grupo armado que saqueia casas à noite é diminuir o problema. A cidade perdeu um quinto dos moradores em menos de dois anos e já teve a Páscoa cancelada por medo. Uma minoria que vai embora aos poucos também é perseguição, mesmo sem manchete de massacre.

O governo sírio busca reconhecimento internacional. Proteger quem vive em Suqaylabiyah, sem tratar cristão que reage como criminoso, é o teste mais simples de que esse reconhecimento é merecido.

Fontes: Christian Solidarity Worldwide (CSW), The National, Christian Today, Folha Gospel. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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