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Flávio Bolsonaro pede a Fachin que tire Dino de ações sobre Lula e a eleição

Defesa do senador alega amizade de três décadas entre o ministro e o presidente e quer travar, por liminar, os processos relatados por Dino até o STF decidir.

Por Redação F5 ao vivo
Flávio Dino em entrevista no Senado, em 2024, antes de assumir vaga no STF
Flávio Dino em entrevista no Senado, em 2024, antes de assumir vaga no STF Foto: Agência Senado (CC BY 2.0)

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que declare o ministro Flávio Dino suspeito para atuar em processos ligados ao senador, ao presidente Lula (PT) e às eleições de 2026. O pedido foi apresentado na noite de quarta-feira (30).

O que a defesa pede

Os advogados querem uma liminar que suspenda o andamento de todas as ações relatadas por Dino que tratem de Lula, da disputa presidencial ou de Flávio, até que o Supremo decida se o ministro é ou não suspeito. Se a suspeição for reconhecida, a defesa quer que os casos passem a outro ministro, quando não houver um relator já vinculado ao tema.

Entre os processos citados estão as ações sobre emendas parlamentares, a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, pedidos feitos pelo PT ao STF, incluindo o que fala em interferência dos Estados Unidos na eleição, e os casos sobre conteúdos falsos envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

O argumento

A peça sustenta que Dino tem com Lula uma relação de amizade íntima de cerca de trinta anos e lista a trajetória política do ministro e declarações públicas de apoio ao presidente. Para a defesa, isso compromete a imparcialidade em casos que podem pesar na corrida presidencial.

Suspender, aqui, não é tomar partido

Defesa de Flávio Bolsonaro, no pedido ao STF

Os advogados afirmam que as investigações podem continuar, desde que conduzidas por um juiz imparcial e competente, e dizem que o objetivo é preservar a regularidade das eleições.

Próximos passos

Cabe a Fachin decidir se admite o pedido e se leva o caso ao plenário. Até a última atualização das fontes consultadas, nem Dino nem o tribunal tinham se manifestado. O primeiro turno é no domingo (4).

Análise F5 ao vivo

A lei é clara sobre o tema. O Código de Processo Civil (art. 145, I) e o Código de Processo Penal (art. 254, I) afastam o juiz que for amigo íntimo de uma das partes. A Constituição garante, no art. 5º, LIII, que ninguém será processado senão pela autoridade competente, e o juiz competente pressupõe juiz imparcial. Se a amizade alegada existe, a resposta da lei é o afastamento, e não a confiança no bom senso de quem julga.

O problema maior é o tempo. Dino concentra, a dias da votação, processos que tocam diretamente os dois principais nomes da disputa. Um pedido desse peso não pode ficar parado na gaveta até depois do domingo. O Supremo deve uma resposta rápida e fundamentada, seja ela qual for, porque a dúvida sobre a isenção do relator também desgasta a Corte.

Arquivar sem discutir alimentaria a desconfiança que o próprio pedido aponta. Num tribunal que já vive crise interna, levar o caso aos onze ministros é o mínimo para que a decisão final, a favor ou contra, tenha legitimidade.

Fontes: g1, Gazeta do Povo, CNN Brasil. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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