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Augusto Cury protesta em frente ao STF e diz que Avante estuda pedir adiamento da eleição

Candidato do Avante à Presidência reuniu apoiadores vestidos de preto na Praça dos Três Poderes e disse que advogados preparam um mandado de segurança para adiar o primeiro turno em uma semana.

Por Redação F5 ao vivo
Colunas curvas da fachada do Supremo Tribunal Federal sob céu azul
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, onde o Avante fez o protesto nesta sexta-feira. Foto: Agência Senado (CC BY 2.0)

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, fez um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (2), a dois dias do primeiro turno. No ato, disse que o partido estuda pedir que a eleição seja adiada por uma semana.

Segundo Cury, advogados do partido trabalham num mandado de segurança com esse objetivo. Ele deixou claro que o pedido ainda não foi feito e que não sabe se será apresentado.

O motivo do protesto

O ato foi uma reação ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo, que estava marcado para quinta-feira (1º). A emissora desistiu do encontro depois de três decisões judiciais em menos de 24 horas: o ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, mandou incluir Romeu Zema; a ministra Estela Aranha, também do TSE, decidiu sobre a cadeira vazia de quem faltasse; e o ministro Gilmar Mendes, do STF, garantiu a vaga de Renan Santos.

A Globo justificou o cancelamento com insegurança jurídica. Cury usou a mesma expressão para criticar as decisões e reclamou do protagonismo do Supremo na reta final da campanha.

Integrantes do Avante foram ao ato vestidos de preto e pediram um minuto de silêncio. Chamaram o episódio de caos para a democracia. O candidato disse ainda estar decepcionado com as instituições do país.

O que diz o outro lado

Mais cedo, o ministro Flávio Dino, do STF, defendeu nas redes sociais as três decisões. Para ele, a Justiça ser acionada para resolver conflitos faz parte da separação de Poderes, e discordar das decisões também é legítimo. Até a publicação desta notícia, o TSE não tinha comentado a fala sobre adiamento.

O calendário segue

O primeiro turno está marcado para domingo, 4 de outubro, e o calendário do TSE segue com essa data. Até agora, nenhum pedido de adiamento foi protocolado.

Análise F5 ao vivo

Para quem tem empresa, a expressão que mais apareceu nesta semana foi insegurança jurídica. Ela saiu da boca de uma das maiores empresas de mídia do país e agora de um candidato à Presidência. É a mesma insegurança que o empresário sente quando uma regra muda no meio do caminho e o planejamento feito com antecedência perde o valor da noite para o dia.

O episódio do debate mostra o custo prático disso. A Globo preparou o programa e combinou as regras com os partidos. Três ordens individuais depois, o produto deixou de existir. Nenhum anunciante gosta de investir onde a regra pode mudar na véspera.

Um adiamento da eleição é improvável. Mas o simples fato de o assunto ser falado em frente ao Supremo diz muito sobre o clima. Para o seu negócio, a lição é a de sempre em período de incerteza: caixa protegido, contratos com cláusula clara e decisões grandes depois do resultado das urnas.

Fontes: Poder360, InfoMoney, Correio Braziliense, Terra. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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