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Alcolumbre pauta no Senado a PEC que acaba com a escala 6x1 e corta a jornada para 40 horas

Discussão em plenário começa na terça (6), em sessões que podem ser à distância. Se passar, empresas terão dois meses para chegar a 42 horas semanais e mais um ano para 40.

Por Redação F5 ao vivo
Davi Alcolumbre preside sessão no plenário do Senado, em imagem de arquivo
Davi Alcolumbre preside sessão no plenário do Senado, em imagem de arquivo Foto: Senado Federal (CC BY 2.0)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocou na pauta da próxima semana a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1. A discussão em plenário está marcada para terça (6), quarta (7) e quinta-feira (8), em sessões semipresenciais, nas quais o senador pode participar à distância.

A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça em 2 de setembro. O governo queria votar no plenário no esforço concentrado de setembro, mas não houve quórum. Agora o calendário fica entre o primeiro turno da eleição, neste domingo (4), e o segundo, em 25 de outubro.

O que muda na jornada

  • A jornada semanal cai de 44 para 40 horas, com o limite de 8 horas por dia mantido.
  • O trabalhador passa a ter dois dias de descanso por semana, de preferência um deles no domingo, sem redução de salário.
  • A transição é em duas etapas: 42 horas dois meses depois da promulgação e 40 horas um ano depois disso.
  • Fica de fora quem tem curso superior e ganha mais de 2,5 vezes o teto do INSS, hoje acima de R$ 21.188 por mês.

O caminho até a votação

Pelo regimento, uma PEC precisa de cinco sessões de discussão antes do primeiro turno de votação e de mais três antes do segundo. Esse prazo pode ser encurtado se a maioria simples dos presentes aprovar a chamada quebra de interstício.

Para ser aprovada, a proposta precisa de 49 dos 81 senadores, três quintos da Casa, nas duas votações. Em nota, a Presidência do Senado disse que o tema será tratado com equilíbrio e respeito às diferentes posições.

Análise F5 ao vivo

Para quem tem comércio, restaurante, salão ou fábrica, a conta é direta. Quem hoje roda com equipe em 6x1 vai precisar cobrir o sexto dia com outra pessoa, com hora extra ou com mudança no horário de funcionamento. Na prática, o mesmo salário passa a comprar menos horas, e o custo por hora trabalhada sobe.

O prazo de transição é curto: dois meses para a primeira etapa. A empresa que deixar para pensar no assunto depois da votação vai montar escala às pressas. Vale já fazer agora a simulação: quantas pessoas cobrem a semana inteira com dois dias de folga para cada uma, quanto isso custa e quais horários dão retorno de verdade.

Ainda não há votação marcada, e a PEC precisa de 49 votos em dois turnos. Mas o assunto saiu da gaveta e tem data para voltar ao plenário. É hora de colocar o tema na planilha, e não só no noticiário.

Fontes: g1, Poder360. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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