PM manda tirar caminhões do último ato de Lula em SP, e PT reclama de ameaça de prisão
Caminhada de Lula e Haddad na véspera do primeiro turno teve princípio de confusão na Rua Augusta. O TRE-SP tinha liberado o ato com a condição de seguir as ordens da PM e da CET.

O último ato de campanha do presidente Lula (PT) antes do primeiro turno teve um princípio de confusão na manhã deste sábado (3), em São Paulo. Policiais militares pediram a retirada de caminhões de som que estavam parados na região da Rua Augusta, perto da Avenida Paulista.
A caminhada reuniu Lula, o candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. A concentração começou por volta das 10h na Paulista, e a dispersão estava prevista para as 13h, na Praça Roosevelt.
O que houve com os caminhões
Pelo som do evento, os locutores disseram que motoristas tinham sido ameaçados de prisão se continuassem nos veículos. Um deles reagiu no microfone e disse que não ia descer do carro.
O secretário nacional de Organização do PT, Laércio Ribeiro, afirmou que a campanha tinha acertado todos os detalhes com a Prefeitura e com a polícia antes do ato. Ele chamou a ação da PM de surpreendente e disse que o partido tem vídeo de um policial ameaçando de prisão o motorista de um dos caminhões.
Até a publicação das primeiras reportagens, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não tinha se manifestado sobre o episódio.
A briga começou antes
O ato já vinha cercado de disputa. A Prefeitura de São Paulo, do prefeito Ricardo Nunes (MDB), tentou vetar eventos na Paulista no fim de semana da eleição. O PT foi à Justiça Eleitoral, e o TRE-SP autorizou a caminhada.
A decisão do tribunal, porém, veio com condições: o ato tinha de preservar o fluxo de veículos e cumprir as orientações da Polícia Militar e da CET. Por causa da disputa, a concentração acabou levada para a Rua Augusta.
No discurso, Lula disse que a Paulista "não é da direita" e é do povo brasileiro. Pelas regras do TSE, caminhadas, carreatas e carro de som são permitidos neste sábado até as 22h.
Análise F5 ao vivo
Análise: o TRE-SP deixou o ato acontecer, mas escreveu na própria decisão que a campanha tinha de obedecer à PM e à CET para não travar o trânsito. Quando a polícia pede para tirar caminhão parado no meio da rua, ela está fazendo exatamente o que a ordem judicial previu. Chamar isso de surpresa é estranho.
Se houve excesso de algum policial, como diz o PT, o caminho é o de sempre: mostrar o vídeo, registrar a queixa e deixar a Corregedoria e a Justiça apurarem. O que não cabe é tratar o cumprimento de uma condição do tribunal como perseguição.
Na véspera da eleição, o país precisa de regra igual para todos. A Paulista e a Augusta são de quem mora e trabalha ali também, e a ordem do TRE vale para qualquer candidato, de qualquer partido.
Fontes: Estadão, via Diário do Grande ABC, Jovem Pan, Metrópoles. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






