Pular para as notícias
Ao vivo Editorial: o ministro que se disse coagido manda prender quem o teria coagido
No Instagram

Fachin marca reunião com a PF e quer a lista completa de ministros citados no caso Master

O presidente do STF recebe o diretor-geral da Polícia Federal em 13 de outubro. Em ofício, disse que só dará encaminhamento quando os fatos chegarem inteiros, sem exceção de pessoa.

Por Redação F5 ao vivo
Edson Fachin (à direita), presidente do STF, cumprimenta visitante em audiência em Brasília em março de 2026
Edson Fachin (à direita), presidente do STF, em audiência em Brasília em março de 2026 Foto: Governo RS (CC BY-SA 4.0)

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marcou para 13 de outubro uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar das investigações do caso Master.

Na reunião, a PF deve entregar formalmente a lista de todos os ministros do Supremo que aparecem citados em conversas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em novembro do ano passado.

O que diz o ofício

Fachin enviou um ofício à PF nesta sexta-feira (2). Nele, afirma que vai tomar as providências cabíveis assim que receber relatório ou conjunto de informações com todos os fatos apresentados por inteiro.

sem exceção de pessoa

Edson Fachin, presidente do STF, no ofício à PF

No mesmo documento, o ministro escreveu que há interesse institucional em que todo fato relevante seja apurado com rigor e defendeu atuação coordenada entre PF, Ministério Público e Judiciário, sem que nenhuma instituição passe dos limites das suas atribuições.

Quem aparece nas investigações

Segundo o Poder360 e a Agência Brasil, as apurações identificaram menções, em contextos diferentes, aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, este último hoje presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Citação em conversa de terceiros não é acusação nem prova de irregularidade.

O movimento de Fachin veio depois de integrantes da própria Corte cobrarem uma posição do presidente sobre o tema.

Análise F5 ao vivo

Para quem tem empresa, o caso Master já deixou uma lição prática antes de qualquer desfecho no STF: banco que paga muito acima do mercado cobra o risco em algum lugar. Caixa da empresa em CDB de instituição pequena precisa respeitar o limite de garantia do FGC por CPF ou CNPJ e por instituição, e vale dividir o dinheiro entre bancos diferentes.

O outro ponto é de confiança. Negócio depende de regra estável e de tribunal que julga sem sombra. Ao pedir a lista completa e por escrito, Fachin tenta tirar o assunto do terreno do vazamento e trazê-lo para o processo, que é onde deve estar. O teste real vem depois de 13 de outubro, com o que o Supremo fizer com essa lista.

Até lá, a regra é a mesma que vale para qualquer cidadão: nome citado em conversa de investigado não é culpa. Apuração séria, com prazo e transparência, protege o tribunal e quem depende das decisões dele.

Fontes: Agência Brasil, Poder360. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

Gostou? Mande para quem precisa saber

Veja também