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TSE chega à eleição com toda a energia compensada por usina solar e corta 11,5% da conta

Usina de 4 MWp em Brasília começou a gerar na segunda (28). Pelo modelo de geração compartilhada, o tribunal deve economizar R$ 745 mil por ano, o mesmo sistema que empresas já podem usar.

Por Redação F5 ao vivo
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília Foto: Senado Federal (CC BY 2.0)

O Tribunal Superior Eleitoral chega ao primeiro turno deste domingo (4) com todo o consumo de energia elétrica compensado por geração solar. É a primeira vez que isso acontece numa eleição.

A energia vem da usina fotovoltaica Catetinho, em Brasília, que entrou em operação na segunda-feira (28). Ela foi construída por um consórcio entre a Terracap e a CEB Participações, duas empresas públicas do Distrito Federal, num terreno que tinha restrições para uso imobiliário e ficaria parado.

"Energia limpa na Administração Pública também é eficiência e responsabilidade com o dinheiro público"

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE

Os números da usina

  • 4 megawatts-pico de potência, com 5.628 painéis em cerca de nove hectares
  • Produção prevista de 7,7 milhões de kWh por ano
  • Investimento de R$ 15,8 milhões, segundo o acordo assinado em setembro
  • Vida útil estimada em 30 anos

A Catetinho soma com uma unidade de cerca de 1 MW que já funciona na sede do tribunal. Juntas, cobrem o consumo do ano inteiro.

Quanto o tribunal economiza

O TSE gasta em média R$ 576,6 mil por mês com luz, para um consumo de cerca de 582,8 mil kWh. Com a usina, a previsão é economizar R$ 745,3 mil por ano, perto de R$ 62 mil por mês. A redução fica em torno de 11,5% da conta.

O modelo é o de geração compartilhada. A usina não precisa ficar no mesmo lugar de quem consome. A energia entra na rede da distribuidora e vira crédito, que é descontado da conta do tribunal. O STF já usa o mesmo sistema, com uma usina de 3,5 MWp.

Análise F5 ao vivo

O detalhe que interessa a quem tem empresa é o modelo, não o tribunal. Geração compartilhada e geração remota permitem abater a conta de luz com painéis instalados em outro terreno, sem precisar de telhado próprio. Loja em shopping, escritório alugado e clínica em sala comercial também podem entrar, por cooperativa, consórcio ou assinatura de energia solar.

A conta do TSE ajuda a calibrar a expectativa. Mesmo cobrindo 100% do consumo, a economia ficou em 11,5%, porque taxas de rede e encargos continuam na fatura. Antes de assinar com qualquer fornecedor, peça a simulação em reais, não em porcentagem de energia, e compare com as últimas doze contas da empresa.

Fontes: g1, TSE, Canal Solar. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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