TSE confirma segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula no dia 25 de outubro
Com 97,84% das urnas apuradas, Flávio tem 47,33% dos votos válidos e Lula, 44,81%. Nenhum dos dois passou da metade, e o país volta às urnas em três semanas.

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou na noite deste domingo (4) que a eleição para presidente será decidida no segundo turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) voltam a disputar o voto do eleitor no dia 25 de outubro.
Com 97,84% das urnas apuradas, Flávio somava 47,33% dos votos válidos. Lula tinha 44,81%. Como nenhum dos dois alcançou mais da metade dos válidos, a Constituição manda fazer nova votação entre os dois mais votados.
Liderança desde a primeira urna
Flávio passou à frente assim que o TSE começou a divulgar os números, pouco depois das 17h, e seguiu em primeiro durante a apuração. Na parcial de 96,44% das seções, a diferença era de cerca de 3,4 milhões de votos: 54,6 milhões para o senador e 51,2 milhões para o presidente.
Na mesma parcial, Augusto Cury (Avante) aparecia em terceiro, com 2,91%. Renan Santos (Missão) tinha 2,27%, e Ronaldo Caiado (PSD), 2,21%. Romeu Zema (Novo) ficou com 0,28%.
O que está em jogo no dia 25
Se vencer, Flávio toma posse em 5 de janeiro de 2027, aos 45 anos. Será o segundo da família a ocupar a cadeira, depois do pai, Jair Bolsonaro, presidente entre 2019 e 2022. O vice da chapa é o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas e relator da CPMI do INSS.
Se Lula vencer, assume o quarto mandato aos 81 anos e se torna o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes. O vice continua sendo Geraldo Alckmin (PSB).
Como será a votação
No segundo turno, as seções funcionam das 8h às 17h, no horário de Brasília, como neste domingo. Nos estados em que nenhum candidato a governador passou de 50% dos válidos, o eleitor também escolhe o governador no mesmo dia.
Análise F5 ao vivo
O primeiro turno termina com o candidato da oposição à frente do presidente que tenta a reeleição. Em 2022 foi o contrário: o então presidente saiu do primeiro turno em segundo lugar. Os dois resultados mostram um país dividido quase ao meio, em que poucos pontos decidem quem governa.
A Constituição, no art. 77, § 3º, diz que, sem maioria absoluta dos válidos, a eleição vai para os dois mais votados. É a regra funcionando. Daqui até o dia 25, cabe ao TSE garantir que a disputa seja decidida pelo eleitor, sem remoção de conteúdo além do que a lei permite. O art. 220 da Constituição proíbe a censura, e isso vale também em campanha.
Os números ainda são parciais. O resultado oficial do primeiro turno só fecha com 100% das seções totalizadas.
Fontes: TSE (Resultados, Presidente), g1, Bloomberg Línea, Diário Online (DOL). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






