Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas e PL leva as duas vagas do DF no Senado
Com 98,8% das seções apuradas pelo TSE, Michelle tem 29% dos votos válidos e Bia Kicis, 27,4%. Leila do Vôlei, que tentava a reeleição, ficou em terceiro.

O Distrito Federal elegeu neste domingo (4) Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, as duas do PL, para o Senado. Com 98,79% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, às 19h11, a ex-primeira-dama somava 924,6 mil votos, o equivalente a 29,01% dos válidos. Bia Kicis vinha logo atrás, com 873,7 mil votos e 27,42%.
A senadora Leila do Vôlei (PDT), que disputava a reeleição, aparecia em terceiro lugar, com 677,9 mil votos (21,27%). A deputada Erika Kokay (PT) tinha 603,6 mil (18,94%). A diferença entre a segunda colocada e a terceira passa de 195 mil votos, o que torna impossível a virada com as seções que faltam.
Duas vagas, dois votos
Em 2026 o Senado renova 54 das 81 cadeiras. Cada estado e o DF elegeram dois senadores, e por isso cada eleitor votou em dois nomes. O PL lançou a chamada chapa pura no DF, com as duas candidatas do partido, e ficou com as duas vagas.
Quem são as eleitas
Michelle Bolsonaro nasceu em Ceilândia e vai para o primeiro mandato eletivo da carreira. A candidatura chegou a ser posta em dúvida dentro do PL depois de atritos com o enteado Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência. Em agosto, ela disse que o assunto era página virada.
Bia Kicis é advogada, foi procuradora do DF e está no segundo mandato de deputada federal. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara entre 2021 e 2022 e hoje comanda o PL no Distrito Federal. Na última semana de campanha, as pesquisas a mostravam empatada em segundo lugar com Leila.
Comparecimento
O comparecimento no DF foi de 81,04% do eleitorado, segundo o TSE. As duas eleitas tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandato de oito anos.
Análise F5 ao vivo
O resultado do DF mostra o peso que o voto feminino e o voto conservador ganharam na capital. Duas mulheres do mesmo partido somaram mais da metade dos votos válidos para o Senado, num eleitorado que costuma decidir por pouco.
Pela Constituição, art. 46, o Senado representa os estados e o DF, e cada senador cumpre oito anos. Uma bancada eleita assim pesa por muito tempo: aprova ministros do STF, julga autoridades e vota emendas à Constituição. É ali que a vontade de quem votou hoje vai aparecer nos próximos anos.
Os números ainda são do boletim das 19h11. O resultado só fica oficial depois da totalização completa e da diplomação pelo TRE do DF.
Fontes: TSE (Resultados, Senador DF, 19h11), g1 DF, g1 (senadores eleitos). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






