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Pavanato e Nikolas passam de 2,6 milhões de votos e batem o recorde para deputado federal

Os dois do PL superam a marca de Eduardo Bolsonaro em 2018. Pavanato, que estreava na disputa para a Câmara, tinha 161 mil votos como vereador há dois anos.

Por Redação F5 ao vivo
Lucas Pavanato (PL) em ato na Avenida Paulista, quando era vereador de São Paulo
Lucas Pavanato (PL) em ato na Avenida Paulista, quando era vereador de São Paulo Foto: JeanFrancoZ (CC0)

Lucas Pavanato (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) são os deputados federais mais votados da história do país. Nos dados do Tribunal Superior Eleitoral divulgados até o começo da noite deste domingo (4), os dois passavam de 2,6 milhões de votos cada um.

Pavanato somava 2.748.643 votos às 19h45. Nikolas tinha 2.600.722 na atualização das 19h30. O recorde anterior para a Câmara era de Eduardo Bolsonaro, eleito por São Paulo em 2018 com 1.843.735 votos.

Do zero a 2,7 milhões

Pavanato disputou uma vaga de deputado federal pela primeira vez. Em 2024 ele foi eleito vereador de São Paulo com 161.386 votos, a maior votação para o cargo na cidade naquele ano. Em dois anos, multiplicou por mais de 16 o número de eleitores.

Nikolas vai para o segundo mandato na Câmara. Em 2022 ele teve 1.492.047 votos em Minas Gerais e já tinha sido o deputado federal mais votado do país naquela eleição.

Distância para o resto da lista

A terceira colocada no ranking nacional, Erika Hilton (PSOL-SP), tinha cerca de 1,4 milhão de votos na parcial das 19h49. Do quarto lugar em diante, nenhum candidato passava de 530 mil votos.

Os dois recordistas puxam votos para o partido. Pelo sistema proporcional, a votação de cada um ajuda a eleger outros nomes da mesma legenda no estado.

Análise F5 ao vivo

Os dois recordistas têm algo em comum que todo dono de empresa deveria olhar com atenção: construíram a audiência antes de pedir o voto. Falam todo dia com quem os segue, em vídeo curto, com linguagem direta e assunto que gera conversa. Quando chegou a hora, a base já estava formada.

Para um negócio, a lógica é a mesma. Quem aparece só quando quer vender compete por atenção com todo mundo. Quem publica com constância, responde comentário e trata o seguidor como gente cria uma base que compra quando precisa. A diferença entre 161 mil e 2,7 milhões em dois anos mostra o quanto uma audiência própria pode crescer.

O ponto aqui não é partido nem ideologia. Esquerda e direita usam as mesmas redes. O que o resultado de hoje mostra é que presença digital bem feita virou o caminho mais curto entre uma pessoa e uma multidão.

Fontes: TSE (Resultados, Deputado Federal), g1, Correio Braziliense. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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