Corda se rompe no início da Trasladação do Círio pelo segundo ano e berlinda anda devagar em Belém
Sob chuva forte, a corda se partiu entre as estações 4 e 5 logo depois da saída da Imagem Peregrina. Devotos disputaram pedaços do cabo e a procissão levou mais de uma hora para vencer 400 metros.

A corda da Trasladação do Círio de Nazaré se rompeu na noite deste sábado (10), poucos minutos depois da saída da Imagem Peregrina do Colégio Gentil Bittencourt, em Belém. O problema aconteceu no centro da cidade, entre as estações 4 e 5, na ponta da frente do cabo, e debaixo de chuva forte.
É o segundo ano seguido em que a corda se parte cedo na procissão da véspera do Círio. Em 2025, o rompimento também aconteceu no começo do trajeto, perto da estação 5.
O que aconteceu na corda
Segundo o Diário do Pará, um integrante da guarda que acompanha a berlinda contou que o problema começou na cabeça da corda e que foi preciso soltar o pedaço danificado.
Houve um rompimento na cabeça e precisou desatrelar o pedaço dela.
Integrante da guarda da berlinda, ao Diário do Pará
Assim que o cabo se soltou, devotos correram para cortar e guardar pedaços da corda, que muitos levam para casa como lembrança de fé. A organização da festa e a guarda agiram para conter a correria. Houve ainda uma parada rápida em frente ao Colégio Marista e um tumulto na estação 2, resolvido em seguida.
Alguns relatos que circularam nas redes falam em homens cortando a corda com faca. A Diretoria da Festa de Nazaré não tinha confirmado o corte nem o rompimento até as 18h57, segundo O Liberal.
Procissão lenta
A romaria saiu por volta das 18h, depois da missa celebrada em frente ao colégio. Até perto das 19h, a berlinda tinha avançado pouco mais de 400 metros na Avenida Nazaré, logo depois da Generalíssimo Deodoro, e a parada já passava de uma hora.
O trajeto tem cerca de 3,7 km e termina na Catedral Metropolitana, na Cidade Velha. A chegada estava prevista para perto das 22h, mas o atraso pode empurrar o fim da procissão para a madrugada. Em 2005, a Imagem chegou à Sé depois de cerca de seis horas de caminhada.
O que vem agora
A Diretoria da Festa estimou em 1,9 milhão o público da Trasladação, a procissão das luzes, em que os fiéis acompanham a imagem com velas e lanternas. É da Catedral que sai, na manhã deste domingo (11), a procissão principal do Círio, que faz o caminho de volta até a Basílica de Nazaré.
Análise F5 ao vivo
A corda é o lugar da promessa. Quem se agarra a ela caminha horas descalço, apertado e debaixo de chuva para cumprir um voto feito em hora de doença, desemprego ou luto. Quando ela se parte nos primeiros metros, muita gente perde justamente o trecho que veio pagar.
Dois anos seguidos de rompimento no começo da Trasladação pedem uma resposta clara da Diretoria da Festa: se foi desgaste, falha de amarração ou corte proposital. Se houve corte, é caso de polícia e precisa ser apurado. A fé de quase dois milhões de pessoas merece uma corda que chegue inteira à Catedral.
Fontes: Diário do Pará: corda se desatrela no início da Trasladação, O Liberal: berlinda segue com lentidão após suposto rompimento da corda, O Liberal: trajeto da Trasladação 2026, Diário do Pará: Trasladação ao vivo. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






